O TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, em São Paulo, revogou ontem o pedido de prisão temporária do empresário mato-grossense Elói Marchett feito pela Polícia Federal de Dourados (MS) durante a deflagração da Operação Zaqueu para prender quadrilha de contrabando de agrotóxicos, armas, munições, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
O pedido de habeas corpus foi protocolado na sexta-feira retrasada pelo advogado Eduardo Fraga Filho que havia ingressado quatro vezes na 3ª Vara da Justiça Federal, em Campo Grande (MS), com pedidos de revogação de prisão temporária. As solicitações foram indeferidas e a decisão do TRF foi divulgada ontem, por volta das 11 horas, sendo que a prisão de Marchett foi expedida pela Justiça Federal de Campo Grande.
Ontem à tarde, Eduardo Fraga disse que Elói Marchett encontra-se no Sul do País e que poderá se apresentar a qualquer momento à Policia Federal para prestar esclarecimentos à Justiça. “Se o inquérito da PF já foi remetido à Justiça Federal, o meu cliente deverá se apresentar em Campo Grande, e não em Dourados”, ressaltou o advogado.
Dono da Sementes Carolina, em Rondonópolis (MT), e um dos maiores empresários do agronegócio no Mato Grosso, Elói Marchett era considerado foragido da Justiça e estava sendo procurado até pela Interpol, nas regiões de fronteira do Paraguai e Bolívia. A Justiça Federal chegou a cogitar o seqüestro de bens do empresário que, inclusive, teve parte de suas contas bancárias bloqueadas, sendo que em apenas uma delas tinham R$ 1 milhão.
O empresário teve a prisão decretada pela Justiça no dia 11 de junho depois que a Polícia Federal o apontou como suspeito de envolvimento com uma quadrilha desbaratada na Operação Zaqueu. O esquema era chefiado pelos irmãos Násser Kadri e Adib Kadri, presos na operação, que atuavam no contrabando de armas e agrotóxicos, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ou ocultação de bens e valores, corrupção ativa e passiva, além receptação em Mato Grosso do Sul e nos Estados de Mato Grosso, Paraná, Goiás, Minas Gerais e Paraná. Também foram presos os pais de Nasser e Adib, Ali e Ramza Kadri, a irmã Jamili Kadri e a sobrinha Flávia Kadri, que escondiam provas e realizavam a lavagem do dinheiro arrecadado pela quadrilha
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