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Treze meses, e ainda nada

01 fevereiro 2010 - 07h19

Uma notícia de primeira página no jornal O Progresso deste sábado deixou os douradenses abismados, a dengue cresceu 1.804% a mais em relação ao mesmo período de 2009.

A semana passada a discussão ficou por conta da paralisação dos serviços do SAMU, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – aquele que atende pelo fone 192 – e que ameaçava ir embora.

Até hoje ainda não foi bem explicada essa ameaça de paralisação. O que se sabe é que o serviço do SAMU é federal, mas para funcionar num município exige a observância de algumas normas e também de uma gestão unificada com os governos estaduais e municipais. O município não estava cumprindo algumas das suas obrigações e o programa estaria para ser cancelado.

Como todos já perceberam a administração municipal não está se dando bem no encargo de cuidar da saúde de sua população. E olhe que foi nesse campo político que o atual prefeito semeou e fez sua colheita de votos para chegar ao cargo que hoje ocupa. Deveria ser a área mais produtiva da sua administração, mas não é.

Não se sabe em que área a atual administração teve melhoras; tudo parece desorganizado. A começar com o estado calamitoso das ruas da cidade: mato crescendo nos canteiros; coisa que está
merecendo até placas abusadas que demonstram a insatisfação dos moradores pela falta de zelo pela atual administração.

Não se percebe no prefeito um esforço pessoal em convidar pessoas capacitadas para ajudá-lo a organizar as secretarias mais importantes já que é conhecida a sua inexperiência em administrar
qualquer órgão público.

Empenhou-se, até demais, para trazer de volta o Secretário de Comunicação. Mas essa parte da administração tem mais a ver para cuidar da sua própria imagem política. Pode até ser importante, mas para os munícipes as prioridades são outras. Como a área da Saúde, por exemplo, pois lá se foi mais de um ano com escassez de remédios e nos atendimentos. Ela está longe da qualidade prometida durante a campanha.

Na área dos serviços urbanos, tirando os tapa-buracos que estão melhores dos da administração passada, não foi feito absolutamente nada que valha a pena apontar.

Enquanto a administração petista implantava quebra-molas a torto e a direito pela cidade toda para frear o trânsito, a atual administração permite a instalação de dezenas de lombadas eletrônicas. Mais parecem máquinas caça-níqueis, até porque uma boa parte delas está instalada em lugares “estratégicos” – como aquela próxima ao Clube Indaiá escondida entre as árvores.

Não seria mais importante para os douradenses priorizar o sequenciamento dos semáforos nas avenidas principais; colocar placas indicativas com os nomes de cada rua e avenida do que permitir a implantação dessas máquinas “caça-multas”? Afinal que benefícios concretos trazem à população essas máquinas?

Os douradenses não estão apenas preocupados com a evidente epidemia de dengue. Eles estão preocupados com os outros 35 meses dessa administração. Porque tempo ela teve para se organizar. A impressão que está dando é que ainda está longe para isso acontecer, pois já se foram treze meses, e ainda nada.

 
Waldir Guerra *
* Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador, secretário do Estado e deputado federal.

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