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MARACAJÚ

Três são presos por tráfico internacional de menores e exploração sexual

12 fevereiro 2016 - 20h20



A Polícia Civil de Maracaju desarticulou uma organização criminosa que traficava adolescentes paraguaias para se prostituirem. Nereide Ferreira Buchmann, 48 anos, Lilian Pires dos Santos, 37 anos, Luciana Amaral Gomes, 39 anos, foram presas em razão da prática de tráfico Internacional de adolescentes para exploração sexual, favorecimento à prostituição e cárcere privado.

De acordo com o Campo Grande News, nas investigações, a Polícia Militar atendeu à solicitação de duas adolescentes paraguaias de 16 e 17 anos que informaram terem sido levadas para Maracaju, a principio para trabalharem em um restaurante, porém foram levadas a uma boate onde exigiram que realizassem programas sexuais.

As adolescentes alegaram que não poderiam fazer os programas por estarem em período menstrual e pediram para retornar para sua cidade natal, porém os proprietários do estabelecimento as impediram de sair do local alegando que teriam que pagar uma quantia em dinheiro ou trabalhar por um mês para pagar as despesas.

No intuito de fugir, as menores alegaram que iriam até uma farmácia e logo retornariam. Ao chegarem ao bairro Nenê Fernandes, elas pediram ajuda da Polícia Militar e Conselho Tutelar.

Os investigadores de polícia prenderam Nereide e Luciana que, segundo as vítimas, foram até Pedro Juan Caballero, no Paraguai na terça-feira (9) em uma camionete de cor prata alegando que iriam trabalhar em um restaurante. Após a prisão, a equipe de policiais civis foram até a boate de propriedade de Nereide, e encontrou outras duas paraguaias que informaram estarem se prostituindo naquele local.

Essas outras duas menores disseram que foram levadas por Luciana e Nereide para serem exploradas sexualmente, momento em que Lilian, a gerente do estabelecimento, também foi presa.

As roupas e demais pertences pessoais das vítimas foram encontrados em um dos quartos da boate onde também estavam documentos falsos que constavam que as adolescentes eram brasileiras e maiores de idade.

As indiciadas Nereide e Luciana confirmaram terem levado as paraguaias para trabalhar como garçonete no bar daquela boate e negaram terem conhecimento da menoridade das vítimas e que elas realizassem programas sexuais no estabelecimento, bem como negaram que elas fossem impedidas de sair do local.

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