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Tratamento genético contra a Aids está em fase de testes

25 julho 2007 - 18h10

 professor americano John Rossi afirmou que os primeiros testes em seres humanos já começaram no hospital City of Hope da Califórnia, conclusão de um processo iniciado no princípio dos anos 90. "Recrutamos nosso primeiro paciente, que receberá seu próprio sangue modificado geneticamente, e recrutaremos ainda outros quatro", afirmou Rossi, o chefe da divisão de biologia molecular do hospital.
O procedimento, conhecido como imunidade intracelular, implica modificar a informação genética das chamadas células T, que o vírus da Aids normalmente bloqueia e infecta antes de se duplicar.
Uma mostra de material genético é então introduzida nas células, o que os faz reconhecer ao vírus da Aids como uma ameaça e estimula o mecanismo de defesa celular do organismo para que previna a duplicação da célula infectada. Rossi explicou que o objetivo primordial da pesquisa é controlar completamente o vírus HIV ou reduzir sua presença em pacientes para que eles precisem de menos drogas para sobreviver.
Na conferência, outro estudo americano apresentado revelou o vínculo entre a infecção por HIV em homossexuais e o aumento no uso de drogas como as metanfetaminas.
Chistopher Hurt, pesquisador da Universidade da Carolina do Norte e responsável pelo estudo, afirmou que entre 2000 e 2005 a proporção em casos positivos de HIV em homens americanos com menos de 30 anos que consomem drogas lícitas, passou de 1,7 a 5%.
Hurt alertou que o sexo entre homossexuais e o consumo de drogas é uma combinação perigosa. O especialista explicou que a libido é estimulada pelas metanfetaminas e, assim, "se uma pessoa permanece acordada por muitas horas, tem mais possibilidade de ter uma maratona de sexo", completou.
Ainda em Sydney, nesta conferência sobre Aids que reúne especialistas do mundo inteiro, outros estudos que apresentam conclusões importantes foram apresentados.
Um deles foi o do pesquisador americano Richard Bailey, que afirmou que a circuncisão poderia prevenir, por ano, milhões de infecções e até controlar a propagação da Aids em países em desenvolvimento.
Braily pediu que as autoridades promovam a circuncisão, garantindo que evidências científicas provam que tal iniciativa poderia reduzir em até 60% os casos de infecção pelo vírus da Aids.
De acordo com o pesquisador da Universidade de Illinois, a circuncisão poderia prevenir milhões de infecções e 300.000 mortes na África subsaariana num período de 10 anos.
Outra conclusão apresentada na conferência diz respeito à ineficácia da prática de mulheres africanas de se lavarem com suco de limão depois de terem relações sexuais para reduzir o risco de infecção.
Segundo o pesquisador nigeriano Atiene Sagay, um estudo realizado com mais de 300 prostitutas nigerianas confirmou que a ducha vaginal também não é eficaz na prevenção da Aids.

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