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Transporte interfere na qualidade da carne suína

20 janeiro 2013 - 14h12

Para obter uma carne de qualidade, é preciso adotar práticas de manejo adequadas. No entanto, tudo pode ir por água abaixo se o transporte dos animais não for realizado de maneira correta, o que pode favorecer a incidência da carne PSE (pálida, mole e exsudativa) e DFD (escura, firme e seca). Para evitar perdas de qualidade, é preciso contar com boa logística de transporte, profissionais treinados, equipamentos apropriados e carrocerias bem estruturadas que não ocasionem lesões nos animais. Além disso, o tratamento dado aos suínos durante a viagem também interfere na qualidade.

— Para realizar o transporte adequadamente, é preciso ter um caminhão em boas condições. Para isso, o responsável pelo transporte deve fazer todas as manutenções preventivas. Em segundo lugar, a documentação de transporte, como guias de GTA e documentação fiscal, deve estar presente — afirma Osmar Dalla Costa, pesquisador da Embrapa Suínos e Aves.

Feito isso, é preciso fazer um cronograma de viagem com informações sobre o horário de chegada na propriedade para embarcação dos animais, quantos animais serão embarcados, qual o percurso que será feito da granja até o frigorífico e se existem rotas alternativas no caso de más condições de tempo, como explica Dalla Costa.

— Na chegada à propriedade, é preciso perguntar ao produtor sobre o número de animais que serão embarcados no caminhão e de que maneira isso será feito. Além disso, no momento de transferência dos animais da granja até o caminhão, se recomenda que eles sejam manejados com calma, com uso de equipamentos apropriados e sempre com lotes pequenos, ou seja, entre dois e três animais. Já no transporte, é recomendada uma densidade máxima de 230kg/m² — diz o pesquisador.

Já em viagens longas, ele afirma que o motorista deve parar o caminhão em locais adequados para que os animais não fiquem expostos a condições adversas, como o sol, que em épocas de verão pode ocasionar queimaduras de pele.

— De modo geral, principalmente na região Sul do país, os animais não ficam mais do que 5h em cima de um caminhão. Se a permanência dos animais se der por um período muito longo, é recomendado que o motorista pare regularmente e molhe os animais, principalmente em épocas mais quentes. De modo geral, os animais não devem viajar por um período superior a 24 horas — orienta.

Em viagens que durem entre 10h e 12h, Dalla costa explica que é preciso fornecer água aos suínos. Para que essa atividade seja realizada, os caminhões devem contar com equipamentos apropriados e bebedouros. Além disso, é necessário que o veículo tenha um sistema de nebulização para dias muito quentes.

— O transporte adequado impacta favoravelmente na qualidade da carne, diminuindo a incidência da carne PSE e DFD. Ao transportar animais, é preciso ter uma boa logística de transporte, contando com profissionais treinados, com equipamentos apropriados e carrocerias bem estruturadas que não ocasionem lesões — conclui o pesquisador.

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