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Transporte estudantil pode ser paralisado em Três Lagoas

23 março 2004 - 13h56

As duas empresas responsáveis pelo transporte de mais de 60 estudantes, que saem diariamente de Três Lagoas-MS para estudarem na cidade paulista Andradina, distante 40 quilômetros, podem paralisar o serviço. Elas alegam que estão tendo prejuízo com o transporte.Este ano a empresa Transtar Transportes colocou três ônibus, como capacidade para 46 lugares cada, para fazer o itinerário. A taxa cobrada por aluno é de R$ 75 mensais, mais caro que no ano passado, em que o valor não ultrapassava R$ 60. Isso porque a Prefeitura, que em 2003 arcava com porcentagem da taxa, cessou o benefício aos estudantes.O sócio-proprietário da empresa, Alromir Fávaro, explica que um dos ônibus não consegue atingir a capacidade total, ficando com apenas 26 estudantes. Isso encarece a taxa, porque o valor é rateado entre os estudantes. “Hoje recebo por cada ônibus R$ 2.950, sendo que tenho de pagar o motorista, combustível, pedágio e o seguro, que custa muito dinheiro. Com todos esses gastos estamos trabalhando quase no prejuízo”, afirma.Favaro diz ser impossível colocar à disposição apenas dois veículos, pois eles não passariam pela fiscalização por conta dos 13 alunos que ficariam em pé.O sócio-proprietário diz entender a situação dos estudantes, que reclamam da taxa alta, mas que não há como a empresa trabalhar com essa margem de lucro. Ele afirma que a Transtar ficará até o mês que vem prestando serviço e que depois tentará negociar com os alunos e município alguma saída para o caso. “Mesmo que a gente saia desse mercado, a empresa que entrar no lugar sofrerá esse mesmo problema”, afirma.O gerente da Abbatur Viagens e Turismo, Edson Raimundo Costa, conta que seu lucro por ônibus é de R$ 1 mil. “Se eu vendesse o veículo e aplicasse o dinheiro ganharia muito mais”, desabafa.Costa afirma que o valor do seguro é o que mais pesa no pagamento das taxas, mas diz que entende a situação dos estudantes. “Outras cidades como Brasilância, Murutinga e Andradina ajudam os estudantes e porque aqui não há nenhuma contribuição”. O gerente afirma que a empresa está procurando outros tipos de serviço para prestar. A Transtar afirma que por diversas vezes procurou o Executivo para discutir sobre a ajuda no transporte escolar. "O prefeito afirmou que não vai ajudar em nada”, diz Favaro.O gerente da Abbatur também conta que procurou a Prefeitura para resolver a situação e acrescenta que o município ainda deve parcelas referentes ao transporte dos meses de agosto a outubro do ano passado. “É desgastante ir até a Prefeitura para tentar receber, pois os funcionários fazem pouco caso do nosso problema”.

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