O transexual Thomas Beatie, 34, revelou nesta quinta-feira que sua mulher foi quem realizou a inseminação artificial em casa depois que o casal sofreu um primeiro aborto em 2007.
Beatie, que está no sexto mês de gravidez e espera uma menina, deu sua primeira entrevista em TV para o programa de Oprah Winfrey, no qual disse que decidiu contar ele mesmo sua história "antes que os meios de comunicação fizessem sensacionalismo com ela". Criado no Havaí, onde sua mãe se suicidou quando ele tinha 12 anos, o entrevistado explicou que quando decidiu mudar de sexo, aos 24, não quis retirar seus órgãos reprodutores femininos porque a "paternidade sempre foi seu sonho", e sabia que em algum momento "gostaria de ter filhos".
"Compreendo que minha situação pode ser surpreendente, mas é possível, e as pessoas têm que estar preparadas para aceitá-la porque a gravidez é só um processo e todo ser humano tem direito a decidir se quer ter filhos biológicos", acrescentou o transexual diante das perguntas de Oprah.
A história de Thomas Beatie, que antes se chamava Tracy Lagondino, e sua mulher, Nancy, chegou aos meios de comunicação há algumas semanas, em artigo divulgado pela revista homossexual "The Advocate", em uma edição
em que Thomas Beatie exibia sua barriga de "grávido". Em 2000, o casal já havia posado para a mesma revista, quando Thomas ainda era mulher e praticava com sua amiga o halterofilismo (levantamento de peso).
Irmãs
As duas filhas da mulher de Beatie, frutos de um casamento anterior, participaram do programa como convidadas, e afirmaram que sua futura meio-irmã crescerá feliz porque "terá pais maravilhosos que se amam muitíssimo". A doutora Kimberly James, ginecologista que cuida do transexual, participou do programa por videoconferência e disse que não está preocupada com sua reputação, porque desde que conheceu o casal, diz que sentiu que deveria tratar de sua saúde, já que "são leais e merecem cuidados médicos de qualidade, como todas as pessoas".
Beatie, que nasceu no Havaí, se submeteu há alguns anos a uma cirurgia de mudança de sexo, na qual extraiu os seios e iniciou um forte tratamento hormonal. No entanto, o aparelho reprodutivo ainda não havia sido retirado e por isso ela pôde fazer um tratamento de fertilização e conseguiu engravidar. A médica descreveu o caso como "uma gravidez normal" e disse que o bebê "não corre perigo" pelo fato de o pai ter tomado testosterona durante anos, porque "agora seus níveis hormonais são completamente normais."
O futuro pai disse se sentir seguro do que está fazendo porque "o que define uma família é o amor".
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