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MEMÓRIA VIVA

Tiroteio, telegrama e susto de libanês marcaram emancipação

20 dezembro 2015 - 08h15

Nesse dia 20 de dezembro, certamente cada família pioneira de Dourados tem seu “causo” para contar que se perpetua por gerações. Afinal, nessa mesma data em 1.935 a festa foi grande com a chegada da tão esperada emancipação do município. Um dos “causos” será retratado reportagem da série “Memória Viva”, que o Dourados News publica em homenagem aos 80 anos da cidade comemorados hoje.

Na família Rasslan, a história que se conta é da chegada do integrante da família libanesa, Salomão Rasslan. Quando veio do Líbano para o Brasil, primeiro ficou por alguns anos em Minas Gerais. Porém, seus familiares já seguiram a Dourados.

Ele então decidiu vir também para cá trabalhar com comércio. Salomão se encontrou com o primo Asis em Campo Grande e este o conduziu à cidade interiorana. Ele estava com a esposa Nadiha Sued Rasslan e foi nessa chegada que o susto aconteceu.

O filho do casal Sultan Rasslan, 76, já foi presidente da Câmara de Vereadores, deputado e professor universitário em Dourados. Ele conta que quando os pais chegaram havia um grande tiroteio na cidade. “Ele [pai] se assustou e achou que era uma grande briga”, relata. Salomão já estava preparado para se esconder quando foi alertado de que os tiros eram de comemoração e percebeu que se tratava de uma festa. “Havia acabado de chegar o telegrama de Cuiabá avisando da emancipação”, relata.

O município de Dourados foi criado em 20 de dezembro de 1935 por ato do governador do então Mato Grosso, Mário Corrêa da Costa. A emancipação povoou ainda mais essa região, que já vivia um crescimento populacional desde décadas anteriores quando pertencia ao Território Federal de Ponta Porã.

A notícia de terra fértil, boa para plantar e criar gado trouxe vários imigrantes que junto com os índios que já habitavam essa região, formaram a mistura que caracteriza Mato Grosso do Sul. A cidade sempre foi considerada pelos pioneiros como acolhedora, já que lá no início sempre tinha gente nova chegando com aquela vontade de fazer amizades.

Famílias grandes se formaram e hoje fazem da cidade o que é e muitos dos que se mudaram, acabaram voltando. É o caso de Salomão Rasslan que teve um armazém de secos e molhados, um hotel chamado “Colcha de Ouro” e bar, foi embora para Santo André, porém não conseguiu ficar três anos longe de Dourados e acabou voltando. “Quem bebe água e chupa Guavira dessa terra, para cá volta”, ressalta Sultan.

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