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Terra sofrerá resfriamento abrupto em alguns milênios, diz estudo

04 dezembro 2004 - 14h30

Enquanto cientistas do mundo todo se preocupam com os prováveis efeitos do aquecimento global, que deve derreter o Ártico ainda neste século, estudo do Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha publicado na revista "Science" dispara: o planeta Terra vai enfrentar "em poucos milhares de anos" um resfriamento abrupto, capaz de provocar uma nova era glacial que durará entre mil e dois mil anos.Trata-se do primeiro estudo que analisa e compara a evolução do clima durante os últimos 250 mil anos, já que até agora as investigações apenas tinham analisado os últimos 120 mil.Até agora, acreditava-se que as alterações climáticas abruptas eram próprias de períodos glaciais, mas o estudo coordenado por Joan Grimalt aponta para que essas modificações ocorram "especialmente e de forma mais intensa" nas fases entre glaciações, como a que a Terra vive atualmente.A pesquisa registrou quedas de cerca de 10 graus centígrados na temperatura do mar nos períodos interglaciais. Estas quedas da temperatura do mar equivalem a uma oscilação de 30 graus centígrados na temperatura atmosférica, o que, segundo os investigadores, provocou alterações "muito significativas" em toda a vegetação do continente europeu.Efeito estufaMas a este comportamento natural do clima, somam-se os efeitos produzidos pela influência humana nos últimos 150 anos, consideram os responsáveis pelo estudo.Por isso, os pesquisadores avaliam que o aquecimento global provocado pela atividade humana, sobretudo com a emissão de gases-estufa, poderá "acelerar" o resfriamento brusco do planeta.O "amortecedor" natural do clima que existia na Terra graças às correntes de água --que arrefecem e aquecem em circuito equilibrado-- vai se desestabilizar, o que pode acelerar uma era glacial.Se esse mecanismo "amortecedor" deixar de funcionar, devido a uma alteração das correntes marítimas por causa do degelo, as condições do clima tornam-se mais duras, apesar de isto nunca ocorrer "de um dia para o outro".Apesar de ser um processo de "poucos milhares de anos", os cientistas avisam que ele já começou. Grimalt explica que nos últimos 200 anos se colocou na atmosfera a mesma quantidade de dióxido de carbono que nos 2.000 anos anteriores.

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