quarta, 18 de fevereiro de 2026
Dourados
38ºC
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397

Teixeira Jr. recebe reclamações sobre lixão

27 novembro 2001 - 15h40

Um grupo de moradores criticou, em audiência com o presidente da Câmara Humberto Teixeira Júnior (PMDB), a poluição que o aterro sanitário está provocando nas proximidades das suas propriedades, criando uma situação insustentável para quem mora naquela região, situada entre a reserva indígena e a zona rural de Dourados.
O mau cheiro exalado do lixão e as nuvens de insetos têm infernizado o dia-a-dia das pessoas. "É quase impossível a gente fazer a refeição, porque corre o risco de comer moscas que invadem a nossa casa", relatou Ivone de Assunção.
Eles afirmaram que, se a Prefeitura não tomar providências urgentes, irão fazer um protesto, interditando o local para a entrada dos caminhões de coleta de lixo e ainda acionar o Ministério Público, responsável pelo meio ambiente.
Humberto Júnior ouviu as reclamações do grupo e ligou para o chefe de Gabinete da Prefeitura, Luiz Tada, pedindo uma audiência com o prefeito para tentar resolver o problema que é antigo, mas piorou nos últimos meses porque não existem mais guardas no local. A audiência ficou agendada para às 14h30 da próxima terça-feira.
O presidente assegurou que colocou ontem uma emenda no orçamento do município - que se encontra tramitando na Câmara, prevendo recursos para a aquisição de uma nova área para servir de aterro sanitário.
Emídio Assunção disse que a poluição do lixão municipal vem há mais de 15 anos. Segundo ele, a área não tem mais condições de receber as 100 toneladas diárias de lixo urbano, animais mortos, lixo hospitalar e outros dejetos.
Outro morador, Jarbas Feitosa de Queiroz, explicou que alimentos são perdidos por causa da presença de moscas, que invadem as casas, enquanto Líncio Mendes afirmou que nos dias de calor "não dá para almoçar devido à invasão desses insetos, que trazem contaminação do lixão".
No ano passado os moradores cederam mais de 200 caminhões de terra para fazer a cobertura do aterro sanitário (com a promessa da sua desativação), o que minimizou o problema da poluição, mas a empresa que coleta o lixo continuou despejando a carga dos caminhões, fazendo com que o problema voltasse. "Do jeito que está é impossível morar perto do lixão", atestou Noemes Valério.
Valetas foram abertas ao redor do lixão para evitar o acúmulo da chuva, mas com isso o chorume e a água contaminada invadem os quintais das casas ao redor, criando um outro problema.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Perseguição após 'cheiro de maconha' em semáforo termina com acidente e dois presos
CAMPO GRANDE

Perseguição após 'cheiro de maconha' em semáforo termina com acidente e dois presos

Carnaval 2026: PM do Rio prende 458 suspeitos de crimes
POLÍCIA

Carnaval 2026: PM do Rio prende 458 suspeitos de crimes

Estado mantém corte de 25% em contratos em novo decreto de contenção de gastos
CORTES

Estado mantém corte de 25% em contratos em novo decreto de contenção de gastos

Embarcação com cigarros contrabandeados é apreendido próximo à divisa entre MS e PR
SEGURANÇA PÚBLICA

Embarcação com cigarros contrabandeados é apreendido próximo à divisa entre MS e PR

Lula sanciona, com vetos, reajuste salarial para cargos do Legislativo
POLÍTICA

Lula sanciona, com vetos, reajuste salarial para cargos do Legislativo

IDENTIFICADO

Corpo encontrado na capital é de picolezeiro que havia desaparecido no dia 7

BRASIL

Agências bancárias reabrem hoje a partir do meio-dia

ARTIGO

Tire o plástico dos pés

VIOLÊNCIA URBANA

Confronto termina com homem morto em MS

CARNAVAL

Homem de 36 anos morre durante desfile de escolas de samba em Campo Grande

Mais Lidas

DOURADOS

Mulher é detida após consumir produtos em feira do Jardim São Pedro e se recusar a pagar

DOURADOS

Vítima registra ocorrência após descobrir dívida de R$ 72 mil ao tentar financiamento imobiliário

ACIDENTE

Motorista é preso após colidir contra moto e deixar jovem em estado gravíssimo na BR-163

FERIADÃO

Veja o que funciona nesta segunda de Carnaval em Dourados