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Supercomputador de US$ 1,6 bi vai pensar como cérebro humano

04 fevereiro 2013 - 17h40

Um grupo de pesquisadores internacionais garantiu um financiamento de US$ 1,6 bilhão para dar início ao Projeto Cérebro Humano (HBP, na sigla em inglês), que pretende construir um supercomputador capaz de pensar como uma pessoa. As informações são do io9.

Pelos próximos dez anos, mais de 200 cientistas de áreas diferentes do conhecimento, atuando em 80 instituições, vão tentar mapear as conexões cerebrais, buscando entender como elas desencadeiam emoções, pensamentos volitivos, e até como a consciência funciona. O supercomputador vai rodar um simulador multicamadas, progressivamente escalonado.

Os integrantes do estudo equivalem a ambição e o escopo do HBP aos do Grande Colisor de Hádrons, da Cern - organização europeia de para pesquisa nuclear. O projeto, que os pesquisadores comparativamente definem como a "Cern do cérebro humano", é uma iniciativa da Comissão Europeia e estará baseado em Lausanne, na Suíça.

De acordo com os cientistas, o HBP vai construir novas plataformas para computação neuromórfica e neurorrobótica, o que permitirá o desenvolvimento de novos sistemas computacionais e robôs baseados na arquitetura e nos circuitos do cérebro.

A intenção é reconstruir o cérebro humano pedaço por pedaço, e gradualmente levar esses componentes cognitivos para o supercomputador abrangente. "O suporte ao HBP é um passo crucial dado pela EC (Comissão Europeia) para possibilitar avanços no nosso entendimento de como o cérebro funciona", avalia Torsten Wiesel, laureado no Nobel sueco.

"O HBP vai ser a força motriz para o desenvolvimento de computadores novos e ainda mais avançados para lidar com a massiva acumulação de informações sobre o cérebro, enquanto os neurocientistas estão prontos para usar essas novas ferramentas em seus laboratórios", continua Wiesel, em nota. É possível, segundo o Nobel, que a pesquise leve à criação de uma nova arquitetura de computadores, baseada no modelo do cérebro.

Os pesquisadores também esperam que as descobertas ajudem no tratamento de distúrbios neurológicos como mal de Parkinson e Alzheimer. Além disso, pela natureza do projeto, não será necessário testes em animais.

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