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Suicídio celular pode ser usado contra o câncer

02 setembro 2004 - 15h51

Cientistas americanos desenvolveram um composto contra o câncer que estabiliza uma molécula para que esta desencadeie, seletivamente, a morte celular. Segundo um relatório que será publicado amanhã pela revista Science, o procedimento de "cirurgia química" é baseado na apoptose, um mecanismo que elimina as células que já não são úteis e aproveita a porção ativa da proteína que desencadeia o suicídio celular. Há mais de uma década a comunidade científica destacou que uma possível cura do câncer poderia estar na apoptose dirigida às células cancerígenas. "Os laboratórios acadêmicos e industriais realizam um esforço hercúleo para desenvolver novas moléculas que reativem o programa de suicídio celular dentro das células cancerígenas", disse Steven Dowdy, pesquisador da Universidade da Califórnia, em um artigo que acompanha o relatório sobre o estudo. Com esse objetivo em mente, os cientistas inseriram aminoácidos artificiais dentro da seqüência peptídica da molécula da apoptose e desencadearam uma reação química que criou uma espécie de "gancho" para estabilizá-la. Segundo os cientistas Stanley Korsmeyer, diretor do Instituto Médico Howard Hughes, e Loren Walensky, do Instituto do Câncer Dana-Farber, da Escola de Medicina de Harvard, o procedimento permitiu superar a tendência dos peptídeos a perder sua capacidade de eliminar células. Os pesquisadores acrescentaram que essa tendência foi um dos grandes obstáculos para sua utilização farmacológica como agente terapêutico. O estudo indicou que o objetivo foi criar um peptídeo que imite o funcionamento da proteína que desencadeia a morte celular. Os experimentos com células de leucemia cultivadas em laboratório revelaram que o peptídeo podia entrar na célula e, o que é mais importante, inibir seu crescimento. "Quando vimos que podíamos ativar a morte celular de uma maneira específica, decidimos fazer experimentos com animais", disse Walensky. Em ratos que receberam células humana de leucemia "descobrimos que o tratamento suprimia a doença", acrescentou. Segundo Walensky, os experimentos são só o primeiro passo de um esforço mais amplo para desenvolver esse tipo de peptídeo que influem em muitos pontos da apoptose. "Estes experimentos são necessários porque os tipos diferentes de câncer podem afetar o mecanismo da apoptose de maneiras diferentes", explicou. Os cientistas afirmaram que neste momento estão testando compostos similares contra uma ampla gama de células cancerígenas. Segundo eles, em última instância o desenvolvimento destes peptídeos poderia ampliar o arsenal usado para eliminar tipos diferentes de câncer.  

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