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Subtenente da PM pode ter sido morto a pedradas

12 janeiro 2010 - 15h32



Fotos: Marcelo Fernandes

Corpo do policial militar foi encontrado às margens da Estrada Branca





 

Polícia encontrou manchas de sangue, matagal pode ter sido usado para fuga



O subtenente da Polícia Militar de Corumbá, Edézio Gonçalves de Arruda, 54, foi morto no final da noite desta segunda-feira, 11 de janeiro, com golpes na cabeça. A perícia técnica da Polícia Civil vai indicar se a vítima foi golpeada por pedras; pauladas ou até mesmo pedaços de ferro. O corpo foi encontrado próximo a um matagal às margens da Estrada Branca, via de acesso ao assentamento Taquaral.

A Polícia Civil já descartou a possibilidade de latrocínio, roubo seguido de morte. A carteira; telefone celular; relógio e o carro da vítima, um Gol 2008, não foram levados. “É um caso de homicídio”, disse o delegado Enilton Zalla a este Diário. A possibilidade de acerto de contas também não foi descartada pela investigação. Zalla esteve no local, onde o corpo foi achado, e disse ser provável que o crime tenha sido cometido por mais de uma pessoa. Em alguns pontos da Estrada Branca foram identificadas poças de sangue e marcas de freio de carro.

O morador de um sítio foi levado para prestar depoimento na Delegacia. A Polícia acredita que o terreno da propriedade, envolto por extenso matagal, pode ter sido usado pelos bandidos como esconderijo e rota de fuga. “Queremos saber o que ele pode ter visto e ouvido”, afirmou o delegado Enilton Zalla ao antecipar que o inquérito para investigar o caso estava sendo aberto.

O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Nelson Antônio da Silva, acompanhou os trabalhos de investigação na Estrada Branca. Ela afirmou que todos “os esforços serão concentrados para chegar à autoria do crime”.

Segundo o comandante da PM corumbaense, o subtenente Arruda estava na reserva e havia sido convocado para prestar serviço em um órgão público, mas não estava de serviço. “Era um momento de folga, ele não estava armado”, esclareceu. Ele tinha mais de 30 anos na corporação.

O crime

O subtenente Edézio Gonçalves de Arruda foi surpreendido por volta das 22h30 da segunda-feira, ao chegar em casa na rua José Fragelli com Santa Catarina, no bairro Jardim dos Estados. De acordo com o comandante da PM, Arruda tinha ido a um Centro Espírita, deixou a família em casa e foi levar um amigo até o bairro Dom Bosco. Ao retornar foi surpreendido pelos assassinos. Os familiares chegaram a ouvir o barulho de chegada e saída do carro. Uma bota, usada por Arruda, teria sido encontrada na porta da casa dele.

Por volta da 01 hora desta terça-feira, dia 12, a Polícia Militar recebeu a comunicação que um carro estava abandonado na Estrada Branca e nas proximidades havia um grupo de pessoas discutindo. Na checagem, os policiais acharam o veículo. O corpo do subtenente foi achado depois, cerca de três quilômetros do local onde o Gol havia sido deixado. O veículo foi levado para o 6º Batalhão.

Cabo Rudy

Outro caso de morte de policial militar numa estrada de acesso a assentamento completa quatro anos na próxima terça-feira, 19 de janeiro. O cabo Rudy Mendonça, 43, foi morto em serviço, após encontrar – junto com outros três policiais militares – o local usado para roubo de carros, na estrada de acesso aos assentamentos rurais do Paiolzinho e Tamarineiro II.

Ao entrar no esconderijo, a guarnição teria sido surpreendida por homens fortemente armados – com metralhadoras e fuzis – que atiraram contra os policiais. Somente o cabo Rudy foi baleado no pescoço, e morreu na hora. Os policiais ainda tentaram perseguir os autores do disparo, mas o grupo conseguiu fugir. Outra versão surgiu durante as investigações: a de um "desentendimento" entre bandidos e a guarnição da PM, que acabou na morte do cabo. 

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