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GOLPES

Somente em julho, golpes por celular e internet já renderam R$ 500 mil a bandidos em MS

21 julho 2014 - 17h30

Pelo menos 17 pessoas já caíram em golpes nestes 21 dias do mês de julho. As vítimas, que são moradoras em Mato Grosso do Sul, vão de 22 anos de idade até 71. Os casos foram registrados como estelionato pela Polícia Civil de cada região. No total, as vítimas perderam um pouco mais de R$ 500 mil. Além disso, outras 11 tentativas de golpes também foram denunciadas.

Dos crimes em que as pessoas foram vítimas estão falsas mensagens ou ligações de prêmios em dinheiro, carro ou valores em barras de ouro, além do falso sequestro, do suposto parente que quebrou o veículo na rodovia quando estava a caminho de uma visita “surpresa” e da aquisição de um veículo pela internet.

“Muitas vezes, as pessoas que se tornam vítimas de golpes que envolvam prêmios estão tomadas pela ganância. Uma coisa que a população tem que ter em mente ao receber este tipo de mensagem ou ligação é que nada cai do céu de graça”, alerta o titular da 1ª Delegacia da Polícia Civil de Campo Grande, localizada na área central, Wellington de Oliveira.

Ele explica que as vítimas acabam dando “munição” aos estelionatários. “Primeiramente que as empresas não dão prêmios do nada, para ganhar alguma coisa, a população precisa se cadastrar e seguir regras para concorrer. Outra coisa é desconfiar sempre. Sempre questione, seja o que for e verifique da onde parte a ligação ou mensagem, pois na maioria das vezes, ela é de outro Estado. Um recorde é com o DDD 85, do presídio de Fortaleza (CE)”, afirma.

O delegado contou que chegou a receber uma mensagem de que ele tinha ganhado um prêmio e tinha de entrar em contato para recebê-lo. “Liguei para saber como seria a abordagem do estelionatário e passei a senha errada, pois há um código que devemos passar ao atendente, imediatamente quem estava do outro lado da linha desconfiou e desligou”, revela.

Falso sequestro

Ligações sobre falso sequestro ainda ocorrem em Mato Grosso do Sul e muitas pessoas pagam pelo resgate. “Não temos este tipo de crime no Estado, diferente de outros Estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, onde de fato há verdadeiros sequestros. Entretanto, as pessoas que recebem estas ligações precisam se manter calmas e não passar informações como o nome do parente. A primeira atitude a ser tomada é tentar ligar para a pessoa ‘sequestrada’ em questão, dê de um jeito de entrar em contato com ela para saber se a informação procede ou não. Caso o crime seja verdade, entre em contato imediatamente com a polícia, pois quem está pagando pelo resgate não tem quaisquer tipos de garantia de que o ‘sequestrado’ será liberado do cativeiro”, explica o delegado.

Mesma dica a quem recebe uma ligação de um parente que estava em viagem e teve o veículo quebrado no meio da estrada. “A conversa sempre é a mesma, ‘adivinha quem é?’ E assim por diante, pois o estelionatário procura detalhes para persuadir a vítima. Com nome e o parentesco em mãos, ele conta a velha história de que faria uma visita surpresa e o veículo quebrou no meio do caminho, e se é possível que a vítima faça um depósito na conta do mecânico ou do guincho para que o caso seja solucionado”, ressalta.

Na onda da internet

Wellington de Oliveira afirma que ainda há quem acredite em um “bom negócio” pela internet. “Tudo que for vantagem demais, desconfie, pois ninguém quer sair no prejuízo e ninguém vai sair vendendo algo valioso a preço de banana”, fala.

Nestes 21 dias, pelo menos duas pessoas caíram em um golpe de comprar veículo pela internet por um preço bem abaixo do mercado. Ao chegar ao local percebem que o endereço do vendedor ou do garagista não existe. “A abordagem é a mesma, o estelionatário fala que tem outras duas pessoas que também estão interessadas no ‘bom negócio’ e que para garantir que a vítima seja o real comprador, ela precisa depositar uma entrada, que é sempre na conta de um laranja e que logo é sacado, não tendo como a polícia saber o destino que tomou este dinheiro. Então, não faça nada às pressas”, declara.

“Lembre-se que não se deve comprar nada sem ver ou se não há como ir até o local, no caso de objetos que podem ser entregues pelo Correios, que ao menos o comprador faça por algum meio que possa reclamar pela mercadoria ou ter o dinheiro devolvido, como em sites de empresas tradicionais ou pelo sistema do Pag Seguro, onde o dinheiro ter como ser revisto”, informa o titular da unidade.

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