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Sindicato cobra ação contra invasões de terra pelos índios

30 maio 2005 - 17h12

O clima voltou a ficar tenso entre índios e proprietários rurais da região sul do Estado com a ameaça de invasão de terras na região de Douradina. Os índios guaranis-caiuás da aldeia Lagoa Rica prometem invadir cerca de 30 pequenas propriedades que ficam em frente à aldeia. Eles afirmam ter escrituras das áreas. O capitão da aldeia anunciou que a invasão ocorrerá até o dia 10 de junho. Para o presidente da CAF (Comissão de Assuntos Fundiários) do Sindicato Rural de Dourados, Célio Villela de Andrade, a atitude dos índios cria um clima de insegurança. “Eles invadem a hora que querem e ninguém faz nada para coibir”, disse ele, ao cobrar das autoridades responsáveis um posicionamento com mais eficácia sobre a questão. “Esse comportamento é uma afronta à constituição federal. Está se perdendo o controle da situação”, frisou Andrade. Segundo o MNP (Movimento Nacional de Produtores), 26 propriedade rurais de Mato Grosso do Sul estão ocupadas por índios e aguardam uma definição da Justiça. Não bastasse as ameaças de invasões e ocupações, os produtores reclamam da violência adotada por alguns grupos de índios. No fim de semana, o proprietário rural Walter Beloto foi atacado pelos indígenas, que estão acampados na região do Porto Cambira, em Dourados. O produtor estava junto com a irmã na caminhonete quando foi surpreendido pelo “estouro” do vidro lateral esquerdo.  “Tudo indica que o vidro foi atingido por um disparo de arma de fogo, só não sabemos o calibre”, disse o presidente da CAF. Walter Beloto disse que estava passando pela estrada quando foi atingido. A propriedade dele fica a cerca de 10 km do acampamento dos índios. No final do ano passado, Beloto alega que um veículo da fazenda, conduzido por um de seus funcionários, foi atingido por pedradas atiradas pelos índios. Faróis e pára-brisa foram atingidos, mas o produtor não denunciou o caso. Desta vez, orientado pela assessoria jurídica da Comissão de Assuntos Fundiários, ele já procurou a polícia para registrar boletim de ocorrência.

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