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Setor têxtil deve exportar 2,1 bilhões de dólares este ano

29 agosto 2004 - 15h40

Para incrementar investimentos é preciso que os juros voltem a cair, acredita o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Paulo Skaf, em entrevista exclusiva à Agência Brasil às vésperas de ser eleito o novo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Falando sobre o desempenho do setor têxtil, Paulo Skaf afirmou “há necessidade de uma redução significativa na carga tributária, bem como o alongamento para pagamento de impostos e também crédito e juros mais acessíveis”. Segundo o empresário, uma série de fatores contribuíram para o crescimento do setor têxtil neste ano. “Sem dúvida nenhuma este ano, em relação ao ano passado, está incomparável porque o cenário macroeconômico melhorou e, com isso, houve uma recuperação no mercado doméstico. Houve, também, um crescimento das exportações. Veja que, no mês de julho, nossas exportações cresceram 35%. Além disso tudo, houve um grande apoio do ‘general inverno’. Neste ano, tivemos um inverno que em muitas décadas não se via. Esse frio forte, contínuo e duradouro estimulou muito as vendas de roupa e ajudou a melhorar e alavancar os negócios”, afirmou. Paulo Skaf atribui o desempenho das exportações do setor têxtil a um conjunto de esforços, destacando o investimento da indústria para aumentar a competitividade e o trabalho em parceria com a Agência de Promoção das Exportações do Brasil (Apex-Brasil) para promover marcas e produtos brasileiros no exterior. “Quando iniciamos esse trabalho (com a Apex), há cinco ou seis anos atrás, tínhamos uma exportação de US$ 1 bilhão e, este ano, vamos fechar em US$ 2,1 bilhões. Mais do que dobramos as exportações”, dimensionou. “Melhor ainda que a dobrada das exportações é a questão do superávit comercial. Nós tínhamos, sete anos atrás, um déficit comercial de US$ 1,2 bilhões e, este ano, devemos fechar com US$ 800 milhões de superávit comercial”, acrescentou. Segundo Paulo Skaf, “o País precisa de mais investimento, empregos e exportação. O setor têxtil tem feito a sua parte, atendendo todos esses itens de uma forma bastante acentuada”, disse, ressaltando que os investimentos do setor têxtil em relação ao ano passado cresceram 20%. Este ano devemos investir, só de máquinas e equipamento, algo entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões. Além das máquinas e equipamentos, inclui-se construção civil, instalações, formação, capital de giro para os projetos. É possível que a gente conclua o ano de 2004 com um investimento em torno de US$ 1 bilhão" concluiu ele.

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