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POLÍCIA

Sete policiais se tornam réus em esquema de “cigarreiros”

Sete policiais são acusados de envolvimento em esquema de “cigarreiros”

22 dezembro 2017 - 18h35Por Da redação

Após a prisão de dois policiais militares, no dia 01 passado, investigações colocam como réus outros cinco PM’s, por envolvimento em cobrança de R$ 150 mil para liberação de cigarro contrabandeado.

Conforme o Campo Grande News, o juiz da Auditoria Militar, Alexandre Antunes, recebeu a denúncia do Ministério Público contra o 3° sargento Alex Duarte de Aguir, 38, os cabos Rafael Marques da Costa,28, Eduardo Torres de Arruda, 37, João Nilson Cavanha Vilalba, 40, Felipe Fernandes Alves, 31, e os soldados Lucas da Silva Moraes, 28, e Walgnei Pereira Garcia, 34.

Lotados no 10° Batalhão de Polícia Militar em Campo Grande, responsável pelo policiamento na região sul, onde o caso aconteceu, o grupo passou a ser réu por concussão, crime exclusivo de funcionário público que exige vantagem indevida, e ainda por sequestro. 

O caso envolve inclusive sequestro. A denúncia da promotora Renata Ruth Fernandes Goya Marinho indica que os policiais usaram uma viatura da corporação para sequestrar, no dia 1 de dezembro, o motorista de um caminhão-baú carregado de cigarros vindo do Paraguai, por volta das 9h.

Os policiais mantiveram o motorista sequestrado até 19h40 daquele dia quando foi armado um flagrante, com a colaboração de um homem chamado Fábio Garcete, que já foi preso este ano por contrabando de cigarro e denunciou a cobrança para liberar a carga.

Ainda conforme o Campo Grande News, consta no documento que o motorista da carreta, Rogério Fernandes Mesquita foi abordado na rotatória da saída para São Paulo, quando vinha da região sul do Estado, pela guarnição formada pelos cabo Vilalva e pelos soldados Moraes, Fernandes e Walgnei. Conforme a vítima, os policiais, de imediato, se apossaram de R$ 5 mil que estavam no veículo.

Após isso, à força, colocaram o motorista dentro da viatura e o levaram até o terceiro sargento Alex de Aguir, o policial de mais alta patente envolvido nesse episódio. Conforme a denúncia, Aguir estava em um carro particular, um Honda Civic, e exigiu a entrega das chaves e dos documentos do caminhão. Isso ocorreu, segundo descrito, sob ameaça “de dar um tiro” na vítima.

Na sequência, o motorista foi levado ao local do caminhão, onde o sargento exigiu que conduzisse o veículo até a Rua Verdes Mares, no bairro Tarumã. Lá, a ordem foi que Rogério entrasse no veículo de Alex de Aguir.

Neste período, os policiais que abordaram o motorista voltaram aos serviços, segundo a denúncia para não despertar suspeitas.

Então entram em cena mais dois denunciados, o cabos Eduardo Torres e Rafael Marques. Torres utilizou-se de dois veículos, um Honda Civic e uma caminhonete Montana e o colega de uma Honda Twister, para fazer a vigilância da carga.
Cobrança – Enquanto isso, o sargento Aguir, segundo as apurações, circulava com o motorista em seu veículo, pressionando-a para pagar a propina exigida, de R$ 150 mil, ou fornecer o telefone de quem pudesse fazer isso.

Consta ainda no documento, que  em dado momento, o motorista recebe a ligação de Fábio Garcete e quem atende é o sargento, que faz a cobrança do valor. Garcete, então, informa que conseguiu reunir R$ 30 mil e combina a entrega em um posto de combustível, com a promessa de pagar o restante até a meia-noite do mesmo dia.

“Ocorre eu Fábio denunciou os fatos ao Gaeco”, prossegue o documento, segundo o qual a partir disso, tudo passa a ser monitorado e a o flagrante ocorre, feito por integrantes do Batalhão de Choque, às 19h40 daquela sexta-feira. A investigação indica que Aguir encontra Fábio Garcete e entrega o montante. Na sequência, o policial entra no Honda Civic, dirige alguns metros, emparelha com a GM Montata do cabo Torres, a quem repassa o valor recebido. Depois, sai do local.
Aguir foi preso por um oficial do Batalhão de Choque, quando deixava o posto. Perto do local, também acaba preso o cabo Rafael Marques, depois de admitir que aguardava o colega. A denúncia não cita isso, mas a reportagem apurou que foram usadas imagens do circuito de câmeras do posto para a investigação.

Já o cabo Torres e os outros quatro policiais envolvidos na cobrança de propina só são presos uma semana depois, no dia 7 de dezembro.

Ainda conforme o Campo Grande News, o texto da denúncia explica que a detenção dos cinco policiais que não foram presos em flagrante ocorreu depois do reconhecimento deles pela vítima.

Como estava com uma carga de produto de entrada proibida no País, o motorista do caminhão acabou preso e levado para a Polícia Federal. Como atuou como informante, a situação de Fabio Garcete não está esclarecida.

O processo em que os policiais viram réus corre na esfera judicial militar. A partir de agora, vão ser ouvidas as testemunhas, primeiro de acusação, depois de defesa. Por fim, é feito o interrogatório e depois o caso vai para sentença. 
Os sete policiais estão no Presídio Militar em Campo Grande.

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