O presidiário Edson Félix dos Santos, de 34 anos, que manteve a ex-mulher refém por cerca de 37 horas, disse à polícia nesta quinta-feira (4) que teve relações sexuais com Carla Joelma Alencar, de 33, durante seqüestro no Jardim Quitaúna, em Osasco, na Grande São Paulo. A refém nega que tenha feito sexo com o seqüestrador e será submetida a um exame sexológico para apurar se houve estupro.
Edson Félix dos Santos se entregou à polícia por volta das 5h desta quinta-feira, após a fuga dela. Segundo o delegado seccional de Osasco, Sílvio Balangio Junior, Edson Félix dos Santos foi autuado em flagrante pelos crimes de seqüestro, cárcere privado e porte ilegal de arma e pode ser condenado a até 16 anos de prisão.
Em depoimento à polícia, o presidiário nega que tenha seqüestrado a ex-mulher, enquanto Carla Joelma afirma que não foi obrigada a nada. “Ela não impediu (o seqüestro), mas também não corroborou. Os dois usaram o telefone, dormiram, comeram e namoraram”, disse o delegado, com base no depoimento do presidiário. Edson argumentou que vinha mantendo com ela encontros desde que saiu da prisão.
Armado com um revólver calibre 38, Edson Félix dos Santos entrou na casa da ex-mulher quando ela estava acompanhada de uma amiga e uma criança. O seqüestrador, que havia obtido o benefício da saída temporária da prisão, disse à polícia que foi até a casa desperdir-se da mulher antes de voltar para a cadeia e que os dois acabaram discutindo.
Ao chegar, ele pediu que a amiga de Carla Joelma saísse da casa e ela avisou a polícia. Quando os policiais chegaram, Edson contou que teve medo de sair e que preferia se matar. "Ele disse que não a ameaçou e que permaneceu com absoluta tranqüilidade no interior do imóvel, conversando com ela, namorando com ela. Ele disse também que chegou a dormir durante esse período."
Edson negou que agia por vingança. "Ele alega que não houve vingança, apenas ficou com medo e ela também ficou com medo.” Apesar disso, a polícia desconfia da versão. "Quando chegou à casa, ele pediu para permanecer e ela concordou. Mas ele cometeu procedimentos que não indicam essa direção. Ele trancou a porta e bateu pregos na janela. Isso caracteriza cárcere privado", disse o delegado.
De acordo com o delegado, os dois permaneceram em clima amistoso durante todo o período. O presidiário, que está com uma tipóia no braço, será submetido nesta tarde a exame de corpo de delito e retornará à delegacia seccional para prestar esclarecimentos sobre outros inquéritos nos quais é investigado.
No depoimento, Edson argumentou que estava armado durante o seqüestro porque no ano passado teria sofrido um atentado em que teve o braço ferido. A polícia quer saber mais detalhes sobre esse atentado.
O presidiário argumenta que não quer retornar à Penitenciária de Valparaíso, a 577 km da capital paulista, porque lá teria dificuldades em obter tratamento médico.
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