Da Redação
Equipe da Fiems e Senai iniciou, em reunião realizada nesta quarta-feira (23/09), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), a articulação junto a representantes do IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul), UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), Sucitec (Superintendência de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado) e Sebrae/MS para a criação de uma plataforma tecnológica de fomento à inovação em Mato Grosso do Sul.
Segundo o diretor-regional do Senai, Jesner Escandolhero, durante encontro promovido no dia 9 de setembro na Casa da Indústria, foi identificado que as instituições do Estado que atuam no desenvolvimento de inovação por meio de pesquisas aplicadas não contam com uma plataforma para a troca de experiências de modo a utilizar de forma otimizada os respectivos capitais estrutural, humano e relacional.
“Hoje, no Estado, são diversas instituições de pesquisa que carecem dessa plataforma tecnológica para a troca de experiências. Por isso, a proposta da Fiems e Senai vem no sentido de estabelecer uma governança formalizada por meio de uma cooperação dessas instituições de modo que haja um conhecimento mutuo daquilo que está sendo desenvolvido em termos de pesquisa para a inovação, promovendo o intercâmbio e a consequente otimização de todos os recursos envolvidos”, declarou Jesner Escandolhero.
Na reunião desta quarta-feira, conforme o diretor-regional do Senai, foram tratadas sobre as partes essenciais para o estabelecimento dessa plataforma tecnológica, as etapas e o prazo requerido. “Ou seja, em quanto tempo seria necessário para estabelecer essa cooperação no formato de uma plataforma para que as tratativas no âmbito da pesquisa e desenvolvimento no Estado possam fluir na melhor maneira possível”, detalhou.
Ainda na reunião, foi identificado o que cada instituição já faz hoje e como pode ser potencializado de maneira conjunta para que leve soluções para as empresas nas áreas de prestação de serviços, comércio e indústria, viabilizando todos os investimentos que estão sendo feitos em pesquisa de inovação e tecnologia. A proposta do grupo é criar um termo de cooperação técnico e científico que será assinado na próxima reunião no dia 21 de outubro, além de apresentar um plano de trabalho para viabilizar a pesquisa e inovação em tecnologia virarem realidade junto às empresas e instituições.
Além disso, no próximo dia 28 de setembro um outro grupo vai se reunir na Casa da Indústria para trabalhar na elaboração de um Marco Regulatório de Inovação no Estado. “Esse é um pleito da Sucitec feito na primeira reunião para que aproveitássemos o momento oportuno de discussão do ambiente de inovação do Estado para que fosse constituído um segundo grupo específico para trabalhar o marco regulatório de inovação”, informou Jesner Escandolhero.
Repercussão
O diretor-técnico do Senai, Gilberto Evidio Schaedler, completa que é fundamental ações como essa em que as entidades sentam juntas para discutir possibilidades de otimização das capacidades no sentido de buscar soluções para o momento de dificuldades que o Estado está passando. “Temos indicadores que nos mostram a cada dia há perdas de oportunidades, desaceleração econômica e dificuldades em relação a geração de empregos. Por isso, precisamos buscar maneiras de olhar para tudo que temos e identificar como podemos unir as forças dessas instituições para que se encontre soluções”, declarou, lembrando que somente por meio de processos de inovação e desenvolvimento tecnológico é possível gerar mais riquezas e oportunidades, crescimento econômico e desenvolvimento social.
Para o superintendente de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul, Renato Roscoe, a plataforma surge em um momento extremamente oportuno. “Estamos vivendo uma crise econômica séria, das mais sérias que nós já passamos e é, neste momento de crise, que temos de agilizar, ser mais eficiente e inovador, é um momento onde a inovação entra. Porém, o mais importante, é ter uma articulação de instituições, quando elas sentam juntas para trocar informações, buscar uma forma conjunta de resolver os problemas, resolver os desafios, se consegue articular. Vemos que essa articulação de inovação no nosso Estado ainda é muito incipiente por parte das empresas, indústrias, elas não se articulam muito bem para a inovação. Prova disso são os editais que nós já tivemos e tiveram uma baixa adesão, ainda não estão muito preparadas para a inovação no Estado”, declarou.
A superintendente da Fundação Tuiuiú da UCDB, Neila Farias Lopes, destacou a necessidade de estruturação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) de cada entidade para criar uma aproximação com as empresas e que traga retorno rápido. “A transferência de tecnologia deveria ser simples, mas precisamos estruturar esses fluxos para proteger, ter um banco de patentes, porque essa plataforma tecnológica tende a ser propulsora de geração de conhecimento, tem capacidade de replicação e geração de riqueza, conhecimento com demanda de mercado”, informou, citando como exemplo o modelo do Sistema Mineiro de Inovação (Simi), que busca integrar as ações governamentais, empresariais e acadêmicas de forma cooperada para desenvolver a inovação.
A gerente da unidade de soluções do Sebrae/MS, Leandra Costa, reforçou a dificuldade de operacionalização para que a absorção e transferência de tecnologia sejam eficientes, já que há dúvidas de como garantir recursos para a prototipagem e até mesmo quando a prototipagem não dá certo. “Precisamos reunir essas experiências para, de fato, estreitar a articulação com as entidades e órgãos com atuação na área”, finalizou.
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