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Senador Roriz renuncia ao mandato para escapar da cassação

04 julho 2007 - 19h36

O senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), 70 anos, renunciou hoje ao mandato parlamentar para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado. Por meio de carta, lida pelo senador Mão Santa (PMDB-PI), Roriz disse que renunciava para salvar sua honra e em respeito ao povo do Distrito Federal.

"Às vezes, da renúncia depende a honra do cidadão. Nessas denúncias todas, pesou apenas o propósito de destruir uma vida pública", disse ele na carta.

Com a renúncia, ele evita o processo que, no limite, poderia cassar seu mandato e torná-lo inelegível até 2022 --quando terá 86 anos (ele completa 71 anos em agosto).

A renúncia foi apressada pela decisão da Mesa Diretora do Senado de encaminhar a representação do PSOL contra Roriz para o Conselho de Ética. Para evitar o processo, Roriz precisava renunciar antes de ser notificado pelo conselho. Como o presidente do conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), disse que notificaria Roriz nesta quinta, o senador peemedebista encaminhou na noite desta quarta-feira sua carta de renúncia à Mesa Diretora.

Roriz foi acusado de quebra de decoro após a divulgação de conversas telefônicas que mostraram ele negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Tarcísio Franklin de Moura. A partilha seria feita no escritório do empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol.

As gravações foram realizadas durante a Operação Aquarela, comandada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que desbaratou um esquema de desvio de dinheiro do BRB.

O ex-governador negou as acusações e disse que pediu um empréstimo de R$ 300 mil a Renan --quantia descontada de um cheque de R$ 2,2 milhões do empresário. O dinheiro, segundo ele, teria sido utilizado para comprar uma bezerra e ajudar um primo.

Nos últimos dias, as denúncias contra Roriz ganharam um elemento extra com a publicação de uma reportagem da revista "Veja", informando que Roriz teria utilizado parte dos R$ 2,2 milhões para subornar juízes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal em processo contra ele nas eleições do ano passado.

Renúncia em bloco

Roriz tentou articular, até o último momento, apresentar um pedido de renúncia em bloco. Ou seja, renunciariam ele, o primeiro suplente, Gim Argello, e o segundo, Marcos de Almeida Castro.

A renúncia em bloco abriria uma vaga de senador pelo Distrito Federal, já que não haveria substitutos para Roriz. Com isso, a Justiça Eleitoral teria que convocar nova eleição no prazo de 90 dias. A expectativa de Roriz era conseguir ser eleito novamente para o Senado.

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