O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) se reuniu no fim da tarde desta quinta-feira com o novo presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, a quem reivindicou a inclusão de todas as cidades de Mato Grosso do Sul no Programa Reluz, através do qual a iluminação pública feita com luminárias a vapor de mercúrio é trocada por lâmpadas a vapor de sódio, mais eficientes e econômicas. A reunião aconteceu na sede da empresa, no Rio de Janeiro, e contou com a presença do Secretário de Estado de Planejamento e Meio Ambiente, Carlos Alberto Menezes, e do Coordenador Geral da presidência da Eletrobrás, Sinval Gama.
Durante o encontro, Delcídio e o secretário Menezes, representante do governador André Puccinelli, também pediram que a Eletrobrás amplie de 40% para 60% o subsídio oferecido pelo governo no Programa Luz para Todos. O objetivo é evitar que os custos do programa, que até o final do ano que vem vai levar energia elétrica a todos os domicílios do estado, onerem ainda mais a conta de luz paga pelos consumidores sul-mato-grossenses.
“Estamos solicitando que o governo ofereça a Mato Grosso do Sul o mesmo tratamento dado a outros estados, onde o subsídio é de 60%. Mostramos a Eletrobras que as características geográficas e de ocupação do nosso estado, com um número pequeno de domicílios e propriedades rurais distantes entre si, acaba encarecendo o custo de implantação da rede. E esse custo não pode ser repassado integralmente aos consumidores, sob pena de inviabilizar os investimentos, por causa do preço alto da energia. O aumento do subsídio é fundamental especialmente agora, quando o Programa Luz para Todos vai beneficiar também o Pantanal, com todas as suas especificidades, como áreas alagadas e propriedades ainda mais distantes”, esclareceu o senador.
Linhão
Outra reivindicação apresentada pelo senador e o secretário à presidência da Eletrobrás é a implantação de um “linhão” de 500 KV para aumentar a oferta de energia no estado e a instalação de duas linhas de transmissão, com 230 KV cada uma, que irão atender , especificamente, Corumbá e Ladário.
“Mato Grosso do Sul é servido hoje por quatro linhas de 138 KV que vêm da Usina Hidrelétrica de Jupiá, na divisa com São Paulo. O estado precisa de um novo suprimento de extra alta tensão que atenda não só ao crescimento do consumo interno, resultante do desenvolvimento econômico, mas que, em um linha de mão dupla, permita despachar os 2.000 MW que vão ser gerados com a queima do bagaço da cana nas dezenas de usinas de álcool que estão se instalando em nosso território. Com o linhão, passaremos de importadores a exportadores de energia”, prevê Delcídio.
De acordo com o senador, o presidente da Eletrobrás achou pertinente o pedido e se comprometeu a solicitar à Empresa de Planejamento Energético a aceleração dos estudos que já estão sendo feitos com este propósito.Uma das alternativas é entrar com o linhão pelo Norte do Estado, através da rede de Furnas que atende Goiás e Mato Grosso. Outra hipótese é trazer a linha pela região Sul, via sistema interligado à Usina de Itaipu.
Em relação a Corumbá e Ladário, as novas linhas de 230 KV são necessárias em função dos projetos industriais que estão se instalando na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia.
“Em Corumbá nós já chegamos ao limite. Precisamos com urgência de um novo suprimento para atender às indústrias que vão integrar os pólos minero-siderúrgico e gás químico. Através desses dois linhões, poderemos também despachar a energia a ser gerada na usina termelétrica que será instalada na fronteira”, explicou Delcídio.
RELUZ
O Reluz é um programa de eficiência energética desenvolvido pela Eletrobrás que visa melhorar as condições de iluminação em todas as cidades brasileiras, reduzindo custos das prefeituras e diminuindo o valor da conta de luz para o consumidor final, nas cidades onde se cobra Taxa de Iluminação Pública.
“Esse é um programa importantíssimo, pois além de proporcionar economia ao poder público e ao consumidor final, oferece mais qualidade de vida à população, porque as ruas ficam mais claras, aumentando a sensação de segurança. É preciso levar em conta também que a redução de custos permite ampliar o serviço, levando a iluminação a um número maior de vias”, esclareceu Delcídio.
O governo do estado vai pedir a todos os prefeitos que apresentem projetos de substituição da iluminação pública.
“Discuti com o secretário Menezes a necessidade de se preparar projetos que serão submetidos à apreciação da Eletrobrás até o final de junho, para que os recursos possam ser liberados já no segundo semestre deste ano. As taxas de juros são baixíssimas. O Reluz é um programa que se paga praticamente sozinho, apenas com a economia feita nos gastos com iluminação pública. Mas para ter acesso ao financiamento é preciso que a prefeitura esteja adimplente junto à Enersul e possa contrair empréstimos, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal”, alerta o senador.
Delcídio se comprometeu também a ajudar os prefeitos e o governo do estado a buscar linhas de financiamento do Procel, o Programa de Conservação de Energia Elétrica.
Cargo na diretoria
Delcídio reivindicou ainda ao presidente da Eletrobrás que Mato Grosso do Sul indique um dos diretores da Eletrosul.
“Precisamos ter gente do estado na direção da empresa que cuida do nosso suprimento de energia. Conhecedor da realidade local, esse dirigente poderá defender os interesses dos consumidores sul-mato-grossenses em todas as decisões da Eletrosul, além de garantir a energia necessária ao desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso do Sul”, alegou o senador.
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