O Seminário da Comunidade Sul-Americana de Nações Sobre Biocombustíveis na Perspectiva Socioambiental ocorrerá em Fortaleza (CE), de 16 a 18 deste mês. A abertura será na quarta-feira da próxima semana, às 9 horas. No seminário, organizado pelo Ministério de Relações Exteriores (MRE) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), representantes do Brasil e dos outros 12 países que integram a América do Sul participarão de palestras sobre biocombustíveis. Também debaterão projeto-piloto de cooperação nessa área e visitarão uma usina e uma plantação de oleaginosas - matérias-primas para a produção de biodiesel. De acordo com Mari Carmen Rial Gerpe, coordenadora-substituta de Ações Internacionais de Combate à Fome do MRE, a organização do seminário partiu de uma demanda da Comunidade Sul-americana de Nações. "Os países-membros da comunidade têm interesse em conhecer a experiência brasileira com biocombustível e com o Selo Combustível Social", afirma a coordenadora. No dia 16, às 10h30, o coordenador-geral de Agregação de Valor e Renda da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA, Arnoldo de Campos, será um dos debatedores do painel Política Nacional de Biocombustíveis. Aposta no negócio - Investir em biodiesel é acreditar num futuro promissor. É assim que pensa Erasmo Carlos Battistella, um dos proprietários da Indústria e Comércio de Biodiesel Sul Brasil Ltda (BSBIOS). "O Brasil tem um grande potencial como produtor de biocombustível e energia alternativa", enfatiza Battistella. A BSBIOS, que está sendo construída em Passo Fundo (RS), entrará em funcionamento no início do ano que vem. Já tem trabalho garantido: em 2007, terá de entregar para a Petrobras 70 milhões de litros de biodiesel. A usina, que tem o Selo Combustível Social, foi uma das participantes do último leilão para a compra do biocombustível realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis (ANP), em julho. "Por termos o Selo, pudemos participar do leilão e garantimos venda para o ano que vem", ressalta. Já a Cooperativa Mista de Produção, Industrialização e Comercialização de Biocombustíveis (Cooperbio), de Palmeira dos Índios (AL), se prepara para fazer a primeira colheita de oleaginosas em dezembro. Os 400 integrantes da Cooperbio investiram na plantação de mamona, girassol, linhaça e nabo forrageira em cerca de 1,5 mil hectares. Além de plantar as oleaginosas, a Cooperbio também apostou na construção de uma miniusina para processar a matéria-prima do biodiesel. Pelos planos dos cooperados, a fábrica, que tem capacidade para 600 mil litros de biodiesel/ano, deve estar em funcionamento até janeiro. Para o engenheiro agrônomo da Cooperbio, Marcelo Leal, a plantação de oleaginosas para a produção de biodiesel é uma alternativa para os agricultores familiares. "Nós acreditamos que o produtor tem de se envolver em toda a cadeia produtiva do biocombustível. Assim, podemos conseguir melhor preço para o óleo e ainda aproveitar o farelo e a torta (material resultante do processamento das oleaginosas) para alimentar os animais ou recuperar o solo", avalia.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Embrapa desenvolve técnica para produzir carne em laboratório

Homem morre preso às ferragens após batida entre veículos

Com demarcação parada, terenas ocupam fazenda em Sidrolândia

Helicópteros batem no ar, explodem e deixam 6 mortos no Rio

Hamilton quebra jejum e volta a vencer após quase dois anos

Polícia Rodoviária apreende 245 quilos de drogas na fronteira

Hemosul Móvel visita vários municípios de Mato Grosso do Sul

Alemanha e Holanda estreiam hoje na Copa do Mundo 2026

Homem morre baleado após discussão por acidente de trânsito

Confira as dezenas sorteadas do concurso 3018 da Mega-Sena
Mais Lidas

Após 6 temporadas, Evandro não terminou: por que Impuros se tornou maior série criminal brasileira

Quadrilhas campeãs da Festa Junina recebem premiação

Moradora do Água Boa denuncia uso indevido de dados no SUS
