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Semana de Agricultura Familiar é consolidada em Feira de Juti

20 julho 2007 - 09h33


Pelo terceiro ano consecutivo, Juti-MS, recebe a III Feira de Sementes Crioulas e Produtos Orgânicos e agora o evento integra as atividades da I Semana de Agricultura Familiar de Mato Grosso do Sul. O foco principal da Feira é fortalecer a agricultura familiar, a partir do envolvimento dos agricultores familiares, que terão a oportunidade de mostrar suas atividades e realidade aos presentes.

Na programação constam a realização de doze oficinas temáticas, com assuntos relacionados ao dia-a-dia dos agricultores; a visita a estandes e vitrine tecnológica; a exposição de produtos orgânicos e artesanatos; os painéis sobre etanol, Plano Safra, o impacto do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para a agricultura familiar e biodiesel e, ainda, apresentações culturais. A abertura ocorre no sábado, dia 21, a partir das 9 horas, com a presença do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli e demais autoridades.

A coordenação da Feira espera um público de, aproximadamente, duas mil pessoas, entre visitantes e participantes. Juti, de acordo com o último Censo/IBGE, tem uma população estimada em 4.700 habitantes. Fundada em 1987, o município pertence à microrregião de Dourados, segunda maior cidade do Estado. Cana-de-açúcar, carvão vegetal, óleo vegetal, lenha, pecuária leiteira e de corte estão entre as principais atividades econômicas.

A motivação da Feira em Juti veio dos próprios agricultores dos assentamentos, são 250 famílias na região, que sentiram a necessidade de se organizar, demonstrar o potencial da agricultura familiar e comercializar seus produtos. A partir disso, os produtores buscaram o apoio de diversas instituições e o evento tomou força.

Oficinas – as doze oficinas ocorrerão no sábado e domingo, simultaneamente, em diversos pontos da cidade. Com os temas: sistemas de produção agroecológicos; manejo agroecológico do solo; planejamento de uso da propriedade; sementes crioulas e mudas; unidade familiar de produção agroecológica de alimentos; sistemas agroflorestais; produção ecológica de leite; organização dos agricultores, certificação participativa e comércio justo e solidário; boas práticas de fabricação (processamento de alimentos); questão de gênero, os jovens, idosos e seguridade social; organização e conservação ambiental em propriedades rurais e crédito solidário, elas terão como moderadores, técnicos e pesquisadores da Embrapa, Agraer, Copasul (SC), APOMS, Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf Brasil) e Cooperativas de Crédito Rural com Interação Solidária (Cresol-RS).

Em busca de melhores resultados, a metodologia das oficinas terá grupos de discussão, debate de informações e opiniões, atividades no campo, plenárias, depoimentos e troca de experiências, tudo com o intuito de fortalecer e incentivar a participação de todos.

Painel – etanol, Plano Safra, PAC na agricultura familiar e biodiesel serão discutidos na tenda principal da Feira. Especialistas em cada área farão a abertura dos painéis e logo os agricultores poderão conhecer esses assuntos, que farão parte do seu cotidiano nos próximos anos.

No caso da bioenergia, a discussão é pertinente. Em meio ao aquecimento global, instalação de usinas de cana-de-açúcar, pesquisas recentes com pinhão-manso, macaúba e outras oleaginosas, o aprofundamento da questão pode contribuir para redirecionar algumas atividades da agricultura familiar, diversificando ainda mais sua propriedade.

Vitrine tecnológica – a Embrapa Agropecuária Oeste estará com uma vitrine tecnológica durante a Feira, que apresentará experimentos com alternativas de cultivo. A mostra terá culturas para alimentação humana e animal e produção de biocombustíveis, além de uma estação com plantas medicinais, feita em parceria com a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Como culturas para alimentação humana, feijão-caupi e milho, podem gerar renda, através de produtos com valor comercial agregado e de fácil comercialização. Para produção de feno e pastagem para os animais, cana-de-açúcar, mandioca, aveia branca e consórcio de braquiária com milho são eficientes. Por fim, as opções de agroenergia, como pinhão-manso, girassol e mamona.

Os experimentos foram plantados em março e são recomendados para pequenas áreas e caso os agricultores adotem a rotação de culturas, podem garantir mais sustentabilidade à propriedade.

Exposição – 40 estandes estarão expondo produtos orgânicos e artesanatos feitos pelos agricultores da região.



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