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Sem-terra reclamam de lentidão do Incra

22 março 2004 - 13h14

Se até quarta-feira o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) ou o Exército não se pronunciarem sobre uma proposta de permuta de terras enviada às Forças Armadas, os trabalhadores rurais sem-terra que estão acampados desde maio de 1999 numa área da Prefeitura de Antônio João vão fazer uma nova marcha rumo à Fazenda Coração de Menina, na MS-384, ocupada por militares. “Caso não haja um posicionamento do Incra e do Exército nós vamos voltar lá e desta vez vamos acampar por tempo indeterminado”, afirmou o líder do acampamento Quero-Quero, Cláudio Roberto Martins Franco. Ele liderou 100 famílias numa caminhada pacífica de 7 quilômetros até a entrada da fazenda, que está ocupada por soldados do 11º RC Mec, para chamar a atenção do governo, do Exército e do Incra sobre a necessidade de se agilizar o processo de reforma agrária. A fazenda foi tomada pelo Banco do Brasil, que permitiu a entrada do Exército para garantir sua manutenção. O Movimento dos Sem-Terra levou o 11º RC Mec a enviar mais homens para a propriedade para bloquear qualquer tipo de invasão. Os trabalhadores rurais montaram um acampamento temporário às margens da rodovia local, desmontando após a chegada da imprensa. “O Bonelli (superintendente estadual do Incra, Luis Carlos Bonelli) ficou de levar o problema ao governador Zeca do PT, para que ele procure o ministro José Dirceu e intermedie uma conversa com o Ministério do Exército”, afirmou Valdete dos Santos. A posição a que se referem os trabalhadores rurais é um documento enviado por Bonelli ao presidente do Incra, Rolf Hackbart e ao CMO (Comando Militar do Oeste), propondo permuta das terras entre os dois órgãos. O Incra quer trocar uma área de 1,3 mil hectares localizada em Corumbá, denominada Piraputanga, por duas que estão sob responsabilidade do EB. A fazenda corumbaense, desapropriada para fins de reforma agrária, apresenta restrições ambientais e não pode ser usada para assentar trabalhadores rurais. Possui 400 hectares desmatados e o restante coberto por mata. Foi invadida várias vezes por posseiros, que provocaram danos ambientais. Na avaliação do Incra, a propriedade é propícia para realização de manobras. Em troca, o Exército entregaria duas áreas: a Fazenda Coração de Menina, em Ponta Porã, com 1,09 mil hectares, e outra de 500 hectares, em Corumbá. Na semana passada ele e seu grupo participaram de uma reunião em Campo Grande, com o superintendente do Incra e com os deputados estaduais, quando solicitaram mais agilidade no processo de reforma agrária. O sindicato havia pedido a interferência do deputado federal Vander Loubet junto ao Incra para a realização de vistoria de avaliação de produtividade na fazenda.                           

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