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Sem previsão de reforma, prefeitura não isola ponto de táxi condenado

21 fevereiro 2013 - 15h44

Um ponto de táxi condenado por arquitetos da Prefeitura de Dourados segue em funcionamento. Mesmo com o parecer de um profissional que considerou comprometida a estrutura, não há qualquer sinalização que proíba a utilização do local. Sem respostas dos gestores municipais, os taxistas que dependem do espaço para trabalhar recorreram ao vereador Elias Ishy (PT) em busca de uma solução.

Depois de conversar com alguns dos taxistas que utilizam o espaço, Ishy viu de perto a situação a qual estão expostos. Durante a visita ao local, pedaços de concreto que contemplam a cobertura despencaram na calçada. O parlamentar encaminhou uma indicação ao Executivo na qual solicita a reforma do ponto de táxi nº 8, localizado na Avenida Marcelino Pires esquina com a Rua Firmino Vieira de Matos.

“Isso está um perigo; traz risco para a gente que está aqui trabalhando e para quem passa perto”, desabafa o taxista Alexsandro Rosa, 29 anos, que atua no ponto há quatro anos. Segundo ele, arquitetos da prefeitura vistoriaram o local ao menos três vezes. Há dois anos, um deles chegou a afirmar que a estrutura está condenada. “Ele falou que ia passar uma faixa para isolar, porque isso aqui está cedendo e recomendou só por um carro em baixo”.

Sem a faixa ou qualquer sinalização que alerte para o risco, a situação permanece crítica, como constatou o vereador Elias Ishy. De acordo com taxista João Medeiros, um dos mais antigos da cidade, o ponto foi construído durante a gestão do ex-prefeito Jorge Antônio Salomão, entre 1970 e 1973. Passados 40 anos desde a edificação, o que se pode observar é uma estrutura degradada, com os ferros da cobertura expostos por causa de buracos na estrutura e água acumulada no teto, que está com a ponta inclinada para baixo.

Não bastasse a estrutura estar localizada num dos trechos mais movimentados da cidade, onde milhares de pedestres transitam diariamente, os taxistas precisam continuar trabalhando no local. Conforme Alexsandro Rosa, cinco táxis utilizam o ponto. “Daqui saem de 20 a 25 corridas por dia”, informa, ressaltando o risco que correm essas pessoas e os profissionais que ali atuam.

Para tentar resolver o problema, os taxistas recorreram à administração municipal. “Já fizemos reuniões com o prefeito [Murilo Zauith (PSB)] e ele diz que está com o projeto da reforma em mãos há uns dois anos, mas sem verba”, explica Rosa. Diante da falta de ações, Ishy encaminhou a indicação solicitando a reforma da estrutura.

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