O Mato Grosso do Sul continua sendo o grande alvo da preocupação do governo quando o assunto é dengue. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o estado já responde por mais da metade dos 79 mil casos da doença registrados em todo o país nos dois primeiros meses do ano.
Em entrevista ao programa Notícias da Manhã, da Rádio Nacional, o secretário de Vigilância em Saúde, Fabiano Pimenta, lembrou que para evitar uma epidemia da doença é preciso integrar as ações que o governo vem desenvolvendo com uma atuação efetiva da população.
“Isso não significa tirar a responsabilidade do poder público. Mas o controle da dengue, como é uma doença que não tem vacina, passa pela eliminação do Aedes Aegypti", destacou Pimenta.
”Os agentes visitam os domicílios a cada 60 dias em função do poder residual do produto usado para matar o mosquito. Mas, se no dia seguinte tiver algo que acumule água, isso faz com que a casa volte a ser um criadouro do Aedes Aegypti, colocando em risco não só os moradores da casa, mas toda a vizinhança.”
Segundo o secretário de Vigilância em Saúde, a integração destes esforços tem que ocorrer em qualquer região do país, já que o mosquito transmissor da doença “não respeita fronteiras”.
Em São Paulo, a Secretaria de Saúde registrou um aumento de mais de 80% de casos de dengue em apenas 10 dias. Apesar do aumento significativo e da proximidade do estado paulista com o Mato Grosso do Sul, Fabiano Pimenta garante que a situação é típica deste período e semelhante a de anos anteriores.
“Em grande parte de nosso país neste período temos chuvas freqüentes que aumentam o número de criadouros no país e temperaturas altas que fazem com que mosquito se transforme desde o ovo até a fase adulta em 10 dias – o que no inverno ocorre em até 30 dias”, explicou o secretário.
De acordo com ele, estes fatores fizeram com que, no ano passado, 70% dos casos de dengue em todo o país fossem registrados no período de janeiro a maio.
Pimenta disse que o governo está desenvolvendo ações de controle e combate da doença também no Rio de Janeiro, para evitar um aumento do número de casos e epidemia de dengue durante os jogos pan-americanos.
O Ministério da Saúde e o governo local estão mapeando toda a capital fluminense para orientar a população e intensificar a presença de agentes de saúde em áreas de maior risco.
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