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Schin diz que decisão do BNDES pode obrigá-la a vender fábricas

24 junho 2005 - 17h12

A Schincariol informou hoje que pode ser obrigada a vender duas fábricas e interromper a construção de outra devido à decisão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômica e Social) de suspender a concessão de um empréstimo total de cerca de R$ 228 milhões à empresa.O BNDES anunciou hoje a suspensão do financiamento devido às recentes acusações de sonegação fiscal. Segundo a Receita Federal, a empresa estaria envolvida num esquema responsável pelo desvio de R$ 1 bilhão dos cofres públicos nos últimos 5 anos. Por esse motivo, foram presos na semana passada oito diretores e cerca de 60 funcionários da empresa durante a "Operação Cevada".A Schincariol afirmou que o dinheiro do BNDES seria usado para terminar de pagar as obras de ampliação de duas fábricas de cerveja, água mineral e refrigerantes nos municípios de Benevides (PA) e Igrejinha (RS).Segundo a assessoria da imprensa da empresa, a fábrica de Igrejinha já está em funcionamento e a de Benevides opera em fase de testes.A empresa, no entanto, ainda não avaliou se terá dinheiro suficiente para quitar dívidas adquiridas para a construção das unidades sem os R$ 228 milhões prometidos pelo BNDES.Caso a empresa não tenha caixa nem consiga um outro empréstimo a juros razoáveis, a solução para quitar as dívidas poderá passar pelo leilão das fábricas.A empresa informou ainda que, devido às recentes dificuldades enfrentadas, pode desistir da construção da unidade de Três Lagoas (MS). A fábrica está em fase inicial de construção, prevê investimentos de R$ 100 milhões e tem como objetivo ampliar as vendas da empresa no Centro-Oeste.Outro ladoA assessoria do BNDES informou que o departamento jurídico do banco optou pela suspensão dos empréstimos para avaliar a situação do grupo Schincariol. Os financiamentos foram aprovados em fevereiro último e uma "pequena parcela", não especificada pela assessoria, já tinha sido liberada.Os recursos seriam repassados pelo Bradesco, no âmbito de um consórcio do qual também fazem parte o Itaú BBA, o Unibanco e o Banco do Brasil. Ainda segundo o banco, as fábricas iriam aumentar em 16% a capacidade instalada de produção do grupo Schincariol, hoje em 27,4 milhões de hectolitros por ano. O grupo detém 14% do mercado nacional de cerveja e possui sete fábricas.

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