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Saddam Hussein comprou dirigentes e empresas com petróleo

17 outubro 2004 - 22h00

A CIA (agência de inteligência dos EUA) divulgou centenas de nomes de pessoas, empresas, partidos políticos e autoridades de governos que Saddam Hussein, ex-ditador do Iraque, tentou supostamente comprar para se livrar das sanções impostas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Ao mesmo tempo, Saddam e seu governo conseguiram obter US$ 11 bilhões por meio de acordos nebulosos que contornavam essas sanções, impostas em 1990 e suspensas depois da invasão liderada pelos EUA, um ano atrás, disse um relatório. O documento é parte de uma pesquisa de 1,2 mil páginas feita a pedido da CIA por Charles Duelfer, um ex-inspetor de armas da ONU. Duelfer concluiu que o país árabe não possuía armas biológicas, químicas ou nucleares quando da guerra do ano passado. A suposta presença de armas de destruição em massa no Iraque foi usada pelos EUA e seus aliados para justificar a ação militar. Os esforços do ex-governo iraquiano incluíam fazer acordos com empresas na Síria, na Jordânia, no Líbano, na Turquia, nos Emirados Árabes Unidos e no Iêmen para adquirir material proibido, afirmou.As listas divulgadas mostram que vários empresários do setor petrolífero, partidos políticos e empresas de mais de 40 países foram supostamente favorecidos nesses acordos. Novas acusações foram feitas contra Benon Sevan, chefe do agora extinto programa humanitário petróleo-por-comida, da ONU, encarregado de administrar US$ 67 bilhões de receita advinda da venda do combustível. Sevan rebateu as acusações. Também estão na lista o ultranacionalista russo Vladimir Zhirinovsky e seu Partido Liberal Democrata, Charles Pasqua, ex-ministro do Interior da França, a presidente da Indonésia, Megawati Sukarnoputri, o filho de Emile Lahoud, presidente do Líbano, e a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP). As listas, divulgadas parcialmente em outras oportunidades, foram acompanhadas por 13 arquivos secretos mantidos pelo ex-vice-presidente iraquiano Taha Yassin Ramadan e pelo ex-ministro do Petróleo do país Amir Rashid. Várias empresas norte-americanas constavam dessas listas, mas seus nomes não foram divulgados devido a leis de proteção à privacidade.

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