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Sacoplast aplica R$ 4 milhões para viabilizar a projeção

23 julho 2001 - 14h51

Com investimento de cerca de R$ 4 milhões na construção da sede própria, que tem 3,3 mil metros quadrados de área edificada, e aquisição de novos e modernos equipamentos, a Sacoplast pretende aumentar o faturamento, hoje na casa de R$ 1 milhão mensais, em pelo menos 60% até o final do ano. A montagem das novas máquinas já teve início e a expectativa é de que a nova unidade comece a funcionar até outubro. Para executar esse projeto de ampliação e modernização, a direção da empresa buscou financiamentos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FCO), gerido pelo Banco do Brasil.
A Sacoplast é uma empresa familiar criada em 1989 em Dourados, que se desponta na produção de grãos e agroindústrias. O diretor Comercial, Evandro Luiz Vicente, afirmou que atualmente a indústria funciona num prédio de 2 mil metros quadrados.
Com o investimento feito, a pretensão é elevar a produção de 300 toneladas mensais para 500 toneladas/mês. Ele afirmou que foram adquiridos equipamentos mais modernos, que permitirão a produção de embalagens plásticas de melhor qualidade, resistência e design. Quando iniciou as atividades, fabricava apenas 3 toneladas/mês de sacos flexíveis de polietileno.
Para se diferenciar dos concorrentes do mercado, a Sacoplast sempre teve uma preocupação com o design dos seus produtos, conforme conta Evandro Vicente. As embalagens fabricadas pela empresa são destinadas principalmente para os produtos alimentícios como arroz, feijão, açúcar e leite. A empresa já atua em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Acre, Amazonas e Oeste de São Paulo. Para ampliar esse leque, ela já realiza trabalhos em cidades do Paraná, Goiás e outros municípios de São Paulo. Segundo informou o diretor, com o aumento da produção será possível atender também mercados que ainda não estavam sendo explorados.
Evandro Vicente disse que o plano de racionamento de energia elétrica foi uma ducha de água fria nos planos de crescimento da empresa, que teve que acabar com os turnos de fim de semana para poder economizar energia e não ser punido pelo governo federal com o pagamento da sobretaxa. A direção pediu a revisão das metas, mas não está otimista quanto a resposta. “Pelo que temos ouvido só estão revendo as metas de consumo das multinacionais”, afirmou.

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