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Rússia confirma mais de 200 mortos em tragédia em escola

03 setembro 2004 - 20h38

Mais de 200 pessoas morreram hoje após as forças de segurança russas invadirem a escola em Beslan, na Ossétia do Norte, em que mais de mil pessoas --entre crianças, pais e professores-- eram mantidos como reféns desde a última quarta-feira (01). O confronto já é um dos mais sangrentos da história russa. Outras 704 pessoas --sendo 259 crianças-- saíram feridas do confronto, segundo o Ministério das Situações de Emergência. O trabalho de identificação de mortos prossegue.Ao menos 79 corpos já foram reconhecidos, segundo o chefe do Serviço Federal de Segurança (FSB) da Ossétia do Norte, Valery Andreyev.Repr.TV/APé socorrida na escola Forças russas mataram 27 seqüestradores depois de tomar a escola, segundo a Interfax --ao menos dez terroristas seriam de origem árabe, de acordo com o FSB. Há suspeitas de que a Al Qaeda [de Osama bin Laden] teria financiado a operação terrorista. Os serviços de segurança disseram que ainda buscam três seqüestradores foragidos. 70% de crianças O número de reféns da ação terrorista pode ter envolvido cerca de 1.200 pessoas --sendo que 70% deles eram crianças. O número oficial de mortos e feridos deverá ficar incerto por várias horas ou mesmo dias. Isso porque, assim como aconteceu na invasão do teatro em Moscou em outubro de 2002, as autoridades russas não costumam dar informações precisas sobre o número de mortos --na ocasião, 129 reféns morreram no teatro, mas os números iniciais apontavam entre cinco e dez. Invasão Segundo o chefe do FSB, a intervenção das forças especiais russas na escola de Beslan não estava planejada. Com a invasão, os rebeldes teriam explodido bombas colocadas em um ginásio em que os reféns estavam. A invasão da escola russa aconteceu um dia depois de o presidente Vladimir Putin ter afirmado que buscava uma solução pacífica para o impasse e que a prioridade do governo era "salvar vidas". Segundo o comitê de crise do governo russo, as forças especiais tiveram de entrar em ação no momento em que um primeiro grupo de cerca de 40 mulheres e crianças conseguiu fugir e alguns terroristas começaram a disparar contra essas pessoas. Imagens de televisão mostravam mulheres e crianças, algumas feridas, que eram levadas em ambulâncias, enquanto helicópteros das forças russas sobrevoavam a escola.Moradores de Beslan teriam abrigado alguns dos reféns que fugiam. De acordo com o Ministério do Interior da Ossétia do Norte, as forças especiais russas ainda procuram por integrantes do grupo terrorista que conseguiram escapar. Não foi informado quantos, mas vários teriam se escondido em uma casa próxima à escola. Essa casa foi cercada pelas tropas. Número de reféns Desde o início do caso, a imprensa de Moscou divulgou números diferentes sobre a quantidade de reféns. A disparidade sobre o número de reféns começou na própria quarta-feira. As agências de notícias diziam que havia cerca de 400 pessoas dentro da escola. Pouco depois, informavam que os reféns eram entre 120 e 150. Ontem, o Serviço Federal de Segurança (FSB) elevou novamente o número afirmando haver cerca de 350 pessoas dentro do local. Terror Logo após a captura dos reféns, o grupo armado ameaçou matar 50 crianças para cada combatente morto e 20 para cada combatente ferido. O FSB disse que o grupo era formado por 17 pessoas (homens e mulheres) e que algumas delas estariam usando cintos com explosivos. O grupo exigia, além da libertação de presos envolvidos em atividades terroristas na Inguchétia, que as tropas russas fossem retiradas da Tchetchênia e o fim das ações militares nesta república, segundo informou Aslanbek Aslakhanov, assessor do presidente Putin.Foi a terceira ação terrorista ocorrida na rússia em pouco menos de duas semanas. Na terça-feira, dez pessoas morreram e 51 ficaram feridas em um ataque perto de uma estação de metrô no centro de Moscou. O grupo islâmico Brigadas Islambouli [supostamente ligado à Al Qaeda] assumiu a responsabilidade pelo atentado, segundo um comunicado divulgado em um site na internet. A explosão ocorreu uma semana após dois aviões caírem no sul de Moscou, matando todas as 89 pessoas que estavam a bordo, o que foi classificado como "ato terrorista". As autoridades russas disseram ter achado o mesmo explosivo nos escombros dos aviões e duas mulheres tchetchenas foram consideradas suspeitas. O mesmo grupo, Brigadas Islambouli, reivindicou o "seqüestro" dos aviões.

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