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Rodrigo Rato é nomeado diretor-gerente do FMI

04 maio 2004 - 19h00

O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) nomeou hoje, o ex-ministro da Economia da Espanha ,Rodrigo Rato para o cargo de diretor-gerente do organismo. O Conselho, composto por 24 membros, escolheu Rodrigo Rato, que disputava o cargo com o americano de origem egípcia Mohamed El-Erian, atual diretor de operações nos mercados emergentes da Companhia de Gestão de Investimentos do Pacífico (Pimco).Rodrigo Rato se transforma no primeiro espanhol a dirigir a instituição financeira pública mais importante do mundo e sucede o alemão Horst Koehler, que renunciou ao cargo em março para ser candidato à presidência de seu país. O eleito passará a dirigir o principal fórum financeiro mundial e credor público, que em seus 60 anos de existência redefiniu sua razão de ser em meio à controvérsia. Em uma conferência na localidade de Bretton Woods (New Hampshire), representantes de 45 países chegaram à conclusão que os mercados às vezes falham e que é necessária a cooperação dos Governos do mundo para garantir a estabilidade financeira. Esse pensamento foi a semente intelectual do Fundo Monetário Internacional (FMI), criado em julho de 1944 por iniciativa do economista britânico John Maynard Keynes e do Secretário Adjunto do Tesouro dos EUA Harry Dexter White. Seu objetivo principal era evitar a volatilidade das taxas de câmbio que caracterizou os anos 30 e que contribuiu à mistura de frustração e ressentimento que explodiu na Segunda Guerra Mundial.Como seu nome já diz, o organismo conta com um Fundo, composto pelas contribuições de seus membros para ajudarem uns a outros quando têm problemas de balança de pagamentos, isto é, em suas contas de transações com o exterior. Mas nos anos setenta sua razão de ser deu uma reviravolta. O FMI, que é uma agência especializada das Nações Unidas, deixou de servir aos países europeus, que não precisavam mais de seu dinheiro para se recuperar da guerra. Ao mesmo tempo, o padrão ouro -que ancorava o sistema cambial que o FMI deveria vigiar- desapareceu quando os Estados Unidos aboliram a convertibilidade de sua moeda no metal nobre devido às pressões econômicas da guerra do Vietnã. Assim, o Fundo começou a se voltar aos países em desenvolvimento, e desde então estes passaram a ser o centro de suas preocupações. Em vez de uma cooperativa de poupadores, agora é uma espécie de credor que impõe rígidas condições aos Governos aos quais empresta seu dinheiro. Para garantir que lhe devolverão os fundos, obriga-os a cortar gastos em tempos de crise, o que, segundo críticos como Joseph Stiglitz, ex-economista-chefe do Banco Mundial e prêmio Nobel de Economia em 2001, agrava as recessões. "Keynes se reviraria em seu túmulo" se visse isso, disse Stiglitz à EFE. Este especialista também critica que o FMI promova a libertação dos mercados de capitais, como durante a crise asiática de 1997, apesar de esta medida aumentar a instabilidade pela rápida saída e entrada de dinheiro "quente" e de que, segundo sua opinião, não há provas que estimule o crescimento. De fato, há uma "incoerência" fundamental na filosofia do Fundo atual, segundo Stiglitz, já que realiza intervenções no mercado -sustentando os valores de taxas de câmbio fixos, por exemplo-, enquanto defende a superioridade do mercado acima do governo. Promoveu, por exemplo, a privatização da previdência social na Rússia, enquanto os EUA nem sequer tomaram essa medida. Seus defensores dizem que com 184 membros, o Fundo é uma instituição praticamente universal que neste momento está mais perto de sua missão do que quando foi criado. Ainda assim, o poder real continua sendo exercido pela Europa e pelos Estados Unidos, que juntos têm a maioria dos votos em seu Conselho Executivo, o que é composto por 24 diretores que representam todos os países membros e que será presidido por Rato. O principal órgão da instituição é o Conselho de Diretores, que se reúne uma vez ao ano e que é composto pelos ministros da Economia ou pelos presidentes dos bancos centrais das 184 nações que constituem o organismo. O Fundo se nutre das cotas pagas por seus membros e que chegam a 290 bilhões de dólares por ano, mas 75 por cento desse dinheiro só é pedido se for necessário para fazer empréstimos. Em troca, o FMI vigia e analisa o desempenho da economia mundial, oferece ajuda técnica aos Governos e, certamente, outorga seus famosos créditos a países com problemas.

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