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Ricos na Nigéria pagam 'spa' para ficar obesos

22 julho 2007 - 09h57

Membros da elite nigeriana ignoram os riscos à saúde gerados pela obesidade e pagam por 'spas' ao contrário: as chamadas "câmaras de engorda", criadas para quem deseja ganhar quilos adicionais.
Em uma sociedade grande parte da população sofre com a fome e a pobreza, ser obeso significa ter status e poder.

"Quando você é gordo, tem uma cara saudável", disse à BBC Happiness Edem, que optou por passar por um tratamento de engorda antes do seu casamento.

"As pessoas te respeitam. Honram você. Aonde você vai, elas dizem, 'seu marido a alimenta bem'. Se você vai a um vilarejo, as pessoas vêm olhar para você, porque você é saudável."

A pedido de seu marido, Morris Eyo Edem, Happiness freqüentou um centro de engorda por seis meses antes do casamento.

Sendo um príncipe da tribo Efik, ele diz que precisa de uma esposa especialmente gorda, e garante que uma magricela não lhe chamaria a atenção.

"As pessoas pensariam que não sou rico", justifica ele.

"Se uma mulher não for gorda, não passar pelo processo (de engorda), ela não preenche os critérios do casamento."

Comer e dormir

Happiness mantém peso com dieta a base de mingau de mandioca

O peso médio de uma mulher na Nigéria é de 60 quilos – mas Happiness tem bem mais que o dobro disso.

Ela relembra o tempo que passou no centro de engorda na cidade nigeriana de Calabar.

"De manhã você come bem. Depois você pode tomar um banho. Daí você pode dormir, você dorme bem. Você acorda, come, dorme", descreve.

Happiness diz que mantém os resultados do "tratamento" comendo garri – um mingau de mandioca – e saladas feitas com ingredientes locais, como Ekpan Koko e Oto.

Mas o príncipe diz que manda acrescentar à refeição da esposa arroz, feijão, carne e peixe.

"Para fazê-la ainda maior, e manter a estatura que um homem quer que sua mulher tenha", justifica.

Edem torce o nariz para os riscos de doenças cardíacas, diabetes e outros problemas de saúde associados com o excesso de peso.

"É tudo uma questão de cultura. A cultura aqui na nossa área permite que as mulheres freqüentem os centros de engorda", ele diz.

"Mas a cultura da Europa, da Ásia e da América não permite."

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