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Reunião marca implantação de ferrovia

17 fevereiro 2011 - 09h12

Uma audiência marcada pelo deputado Marçal Filho (PMDB), com o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, em Brasília-DF e que contou com a presença dos governadores André Puccinelli e Beto Richa, do Estado do Paraná, e de deputados federais das bancadas dos dois estados, marcou a implantação da Ferrovia Norte-Sul (Ferrovia do Pantanal), com 750 quilômetros de extensão, que ligará o Mato grosso do Sul ao Estado vizinho, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Ministro das Comunicações Paulo Bernardo e o presidente do Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (DNIT), Luiz Antônio Pagot, também participaram da audiência.

O deputado que havia marcado a reunião, acabou cedendo parte do tempo para que os governadores fizessem suas reivindicações e reiterassem a necessidade da implantação da ferrovia que ligará os dois estados, reduzindo consideravelmente os custos no transporte de grãos, além de criar uma nova opção de escoamento da produção por via férrea até o Porto de Paranaguá.

O pedido de recursos para a implantação da ferrovia partiu de Marçal Filho. "Essa ferrovia irá ligar a cidade de cascavel no Paraná ao município de Maracaju, passando por Dourados e vários municípios. É uma obra que trará redução de custo de até 70%, no escoamento das safras", salientou o deputado.

O secretário estadual de Obras Carlito Menezes e o deputado federal Edson Giroto ficaram responsáveis para fazer o acompanhamento do projeto técnico da ferrovia. Do lado do Paraná foram designados outros dois técnicos.

O deputado aproveitou a oportunidade para entregar um projeto de duplicação da BR 163, no trecho que liga Dourados até a divisa do Estado do Paraná. "A melhoria das rodovias federais são essenciais para o desenvolvimento econômico do MS. Tanto a ferrovia quanto a duplicação da BR163 com certeza mudarão a história do Estado, no que diz respeito a economia e ao escoamento de grãos", enfatizou o parlamentar.

Durante a audiência o Marçal Filho também se mostrou preocupado com os cortes feitos no orçamento de 2011 para a manutenção das rodovias federais de Mato Grosso do Sul. "Vou lutar para que aja aumento no repasse do Fundo de Participação dos Estados para o Estado. Vamos pedir que o congresso Nacional faça uma revisão nos critérios técnicos que determinam qual o percentual destinado a cada unidade da federação", ressaltou o deputado.

Marçal Filho entregou ao ministro uma nota técnica explicando que toda a Região Centro-Oeste está vivenciando um momento de enorme crescimento. O que pode ser verificado pelo volume de investimentos e o porte das empresas que estão se instalando na área de influência direta da BR 163. "Os investimentos que vêem sendo aplicados em novos negócios na área de influência da rodovia, entre Dourados e a Divisa do Estado com o Paraná, somam R$ 7,4 bilhões, aumentando assim o grau de importância do tráfego de longo percurso, atualmente o maior responsável pelo escoamento dos grãos não só de Mato Grosso do Sul como também do Mato Grosso", disse o parlamentar no documento.

A nota expõe a necessidade da duplicação da rodovia, com a instalação de acostamentos com uma plataforma de 5 metros, sendo 2,5 metros de cada lado. Para que a duplicação se concretize é necessário ainda a construção de uma nova pista ao lado da existente com largura de 9 metros.

BENEFÍCIOS
A implantação do ramal ferroviário prevê a captação de 8,7 milhões de toneladas por ano de cargas, numa região que movimenta 33 milhões de toneladas por ano, ou seja, a obra se pagará em 20 anos. Somente em com pedágios, num cenário de captação de cargas de 10 milhões de toneladas anuais, a economia anual para os produtores será de R$ 137 milhões, de forma que em 20 anos a economia atingirá a impressionante soma de R$ 2,7 bilhões. Estudos da Ferroeste revelam que apenas com a economia em pedágio, os sete anos seguintes ao fim do ramal Maracaju/Porto Paranaguá seriam suficientes para pagar a ferrovia. Tudo isso iria agregar valor à produção sul-mato-grossense e colocará o álcool, o açúcar, a carne e os grãos do Estado para concorrer em condições de igualdade com as demais Unidades da Federação.

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