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Relatório aponta efeitos do aquecimento global na AL

11 dezembro 2004 - 17h41

O aumento no número de furacões, os volumes dos rios mais elevados e a redução nas zonas glaciais evidenciam os efeitos do aquecimento global na América Latina e no Caribe, segundo um relatório divulgado neste sábado na Cúpula Mundial sobre Mudança Climática em Buenos Aires.O documento, impulsionado pelo governo do México e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, garante que "a mudança climática será cada vez mais um problema de desenvolvimento"."O aumento da intensidade e freqüência de furacões no Caribe e dos níveis dos rios no Brasil e na Argentina, as mudanças nos padrões das chuvas e a redução das áreas glaciais da Patagônia e dos Andes são fenômenos que indicam o impacto que o aquecimento global pode ter na região", descreve o relatório.O documento "A Mudança Climática na América Latina e no Caribe" foi apresentado hoje na Décima Sessão da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP10), que acontece em Buenos Aires desde a última segunda-feira até o dia 17 de dezembro."O impacto da mudança climática dependerá do desempenho das nações no desenvolvimento de medidas de abrandamento e adaptação", adverte o documento.O texto aponta que a América Latina e o Caribe (ALC) é uma das regiões "mais ricas e variadas do mundo", mas enfrenta problemas sociais "muito sérios quanto à desigualdade e à pobreza", o que dificulta o desenvolvimento de pautas "que conduzam a uma sustentabilidade capaz de responder aos desafios ambientais".O relatório sustenta ainda que os erros de adaptação e a vulnerabilidade aumentaram devido "à pobreza, à degradação dos recursos naturais e à falta de planejamento no uso do solo e de um plano para resistir aos danos causados pelos desastres relacionados com o clima".O documento atualiza dados e informações de organizações e centros de pesquisa do mundo sobre os fatores que aumentam o aquecimento global na região e apresenta recomendações para combater esta situação."O problema mais grave da região é sua alta vulnerabilidade. A América Latina e o Caribe contribuem muito pouco para emissão de gases de efeito estufa, mas pode ser muito prejudicada", declarou à EFE Ricardo Sánchez Sosa, diretor do Escritório regional para a ALC do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.Sosa disse que a região "tem de ser um negociador sério" com os outros países porque, caso contrário, "será muito danificada com o aumento de fenômenos, como furacões e secas mais intensas, que têm um alto custo econômico e humanitário para os países".O relatório lembra que o furacão Mitch, que atingiu principalmente Honduras e Nicarágua, deixou cerca de 1,2 milhão de desabrigados e perdas próximas de 8,5 milhões de dólares.Do total, 70% das emissões de gases que provocam o efeito estufa na região provêm de Brasil, México, Venezuela e Argentina, mas equivalem a apenas 8% da emissão mundial."É preciso pedir aos países desenvolvidos, que são os principais responsáveis pela mudança climática, que dêem o primeiro passo para reverter esse problema", disse Sánchez Sosa.O documento também adverte que a região tem grandes extensões de selvas e florestas ameaçadas pelo devastamento, e que o desmatamento de árvores na Amazônia brasileira aumentou 32% na década passada.O texto indica ainda que a região concentra entre 10% e 12% das reservas mundiais de petróleo, cerca de 6% das de gás e 1,6% das de carvão. A América Latina produz 4,3% das emissões globais totais de dióxido de carbono por processos industriais e 48,3% das emissões causadas por mudança de uso de solo.  

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