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Relator apontará José Dirceu como chefe de corrupção

31 agosto 2005 - 10h54

O relatório parcial da CPI dos Correios, que será apresentado nesta quinta-feira pelo relator da comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), irá apontar o ex-ministro da Casa Civil e deputado federal José Dirceu (PT-SP) como responsável por suposto esquema montado no governo para entregar cargos em estatais a aliados, que teriam a missão de arrecadar recursos destinados ao PT e partidos alinhados com o Planalto. O peemedebista afirma estar certo de que o "mensalão" de fato existiu, ou seja, parlamentares teriam recebido dinheiro para votarem com o governo federal. "Está comprovado o recebimento em espécie de dinheiro por parlamentares. Havia recebimento de vantagem indevida, ilícita", garante. Segundo adiantou ontem, Serraglio irá isentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de envolvimento nas alegadas irregularidades, mas indicará um culpado - Dirceu, que enfrenta processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara. Assessores de José Dirceu alegam que se trata de um "julgamento político", o que poderá até ajudar na defesa do ex-chefe da Casa Civil - afastado por conta das denúncias contra si. O relator da CPI também apontará, além de Dirceu, outros 17 parlamentares por prática de ilícitos - sobretudo por sacarem dinheiro das contas do empresário Marcos Valério, por indicação do ex-tesoureiro petista Delúbio Soares. Ele não pedirá diretamente a cassação dos acusados, mas elencará indícios que podem levar à perda dos mandatos, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo. O ex-líder do PP deputado Pedro Henry (MT) e o líder do PL, Sandro Mabel (GO), também vão integrar a lista, porém Osmar Serraglio afirma não possuir provas contra os mesmos. Para Serraglio, além de haver evidências contra Dirceu, haveria provas fortes de irregularidades contra cerca de 15 dos suspeitos. Entre eles está o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, flagrado após sacar R$ 50 mil de agência vinculada a Valério no Banco Rural, em Brasília. Também se encontra em situação delicada o deputado José Mentor (PT-SP), que recebeu R$ 120 mil do esquema petista e excluiu o Rural do relatório final da CPI do Banestado, da qual foi relator, apesar de haver fortes suspeitas contra o banco. Ele ainda avalia a possibilidade de incluir no relatório o senador e presidente do PSDB Eduardo Azeredo (MG), que comprovadamente recebeu dinheiro de Marcos Valério quanto tentava se reeleger governador de Minas Gerais, em 1998. A respeito de Dirceu, o relator afirma que a situação do petista é "muito complicada": "Segundo o meu juízo, a situação de José Dirceu é muito complicada e exige uma condução um tanto quanto severa", avaliou Serraglio. O parecer do relator deverá ser concluído, ainda que preliminarmente, em conjunto com seu correspondente na CPI do Mensalão, deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG).

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