Desde 2002, Dourados realiza exames para a detecção de 17 doenças em gestantes que são acompanhadas na Rede Pública de Saúde, através do sis pré-natal. Dentre os exames realizados estão a toxoplasmose, HIV, VDRL, HTLV, Hepatite B e C, Chagas, Fenilcetonúria e o de Hemoglobinopatia, responsável pela detecção da Anemia Falciforme.
Segundo a Coordenadora do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher do município, Grace Chedid, além da triagem com as gestantes, a rede também realiza o famoso “Teste do Pezinho” em todas as Unidades Básicas de Saúde nos recém-nascidos até 30 dias depois do nascimento que também faz o diagnóstico da Anemia Falciforme.
Outro procedimento realizado para detecção precoce de doenças é o “Teste da Orelhinha” que é um exame da acuidade auditiva feito em recém nascidos no Hospital da Mulher, através da Rede SUS. Segundo a fonoaudióloga do hospital, Dr. Simone Espinosa, o teste começou a ser realizado em março de 2001 no Hospital da Mulher de Dourados. São atendidos 100% dos bebês que nascem no HM da média dos 200 partos mensais que são realizados na unidade.
O teste é a Triagem Auditiva Neonatal Comportamental feito com equipamento sonoro que emite sons de 60 dB até 120 dB. Ele é realizado após 6 horas de vida do bebê e, através das respostas e das informações da gestação da mãe, o resultado é emitido. O Teste da Orelhinha detecta precocemente perdas auditivas, assim a criança não permanecerá isolada do mundo sonoro.
Segundo a Dr. Simone Espinosa, alguns recém nascidos necessitam ser acompanhados até o primeiro ano de vida. “Esses bebês são aqueles que nasceram com menos de 1500Kg e necessitam permanecer na ventilação mecânica por mais de 5 dias, ainda mais quando há histórico de doenças gestacionais como rubéola, toxoplamose, caxumba, meningite e perdas auditivas familiares”, explicou.
TESTE PARA BEBÊS INDÍGENAS
Em parceria com a FUNASA, a secretaria municipal de Saúde vai estender o Teste da Orelhinha para os bebês indígenas. Em média, 30 crianças indígenas nascem em Dourados sendo 70% dos partos realizados no Hospital da Missão Caiuá que não disponibiliza o Teste.
Segundo a Coordenadora Técnica das equipes do Saúde da Família Indígena de Dourados, enfermeira Lídia Maria Montera, a realização do Teste da Orelhinha será de extrema importância. “A Saúde Pública tem foco na prevenção e a realização do Teste vai permitir um tratamento menos agressivo da deficiência auditiva, se ela for detectada, do que quando a criança já tiver a compreensão da fala e da escrita”, disse.
Conforme Lídia, existe hoje na Reserva Indígena de Dourados uma criança de 11 anos com deficiência auditiva, mas esse número ainda não foi diagnosticado em bebês. No total, cinco equipes do Saúde da Família Indígena atendem nas aldeias e a equipe de multiprofissionais também possui três nutricionistas, além dos médicos, dentistas, enfermeiros, agentes comunitários e auxiliares. Só em abril deste ano, mais de 2900 procedimentos foram feitos pelos profissionais.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Pai e filho presos receberam mais de 90 cabeças de gado furtadas

Zanin será novo relator de pedido de criação da CPI do Banco Master

Homem é preso por perseguir jovem em terminal e dentro de ônibus

IBGE divulga calendário de concurso que vai contratar mais de 39 mil

Justiça aumenta pena para condenado por estuprar 4 filhas adotivas

WhatsApp lança recurso para pais monitorarem quem fala com filhos

Capitão da Aeronáutica é preso com cocaína após agredir namorada

Justiça condena empresa e responsável por capotamento de carro

Mulher que matou marido a facadas para se defender continuará presa

Wagner Moura será um dos apresentadores no Oscar, diz Academia
Mais Lidas

Prefeitura economizará mais de R$ 6 milhões por ano ao autorizar concessão do aeroporto

Desembargador Ary Raghiant pede exoneração do TJMS

Funcionário que gravou fogo em usina é demitido por justa causa
