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Rádio digital deve ter primeiras adesões até fim do ano

12 maio 2005 - 13h56

O presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), José Inácio Pizani,afirmou acreditar que até o fim do ano já haja as primeiras solicitações de emissoras de rádio para a utilização do sistema de transmissão digital. Pizani informou que durante o 23º Congresso Brasileiro de Radiodifusão (dias 17 a 19 de maio, em Brasília) a Abert irá apresentar o sistema de transmissão americano, conhecido por Iboc (In Band on Channel). Ele disse ser favorável ao sistema americano pelo fato de não interferir em outro espectro de freqüência. O governo já firmou convênios com os fabricantes do sistema francês DRM (Digital Radio Mundiale).Segundo o assessor técnico da Abert, Ronald Siqueira Barbosa, o sistema de transmissão americano pode usar o canal existente hoje para a transmissão analógica, o que não acontece com o sistema francês. Inicialmente, o preço dos aparelhos receptores de rádio digital ainda seria muito elevado. Conforme os dados de Ronald Siqueira, até um ano atrás um aparelho de rádio digital era vendido no mercado americano por cerca de US$ 1,2 mil e atualmente já está em torno de US$ 300. Ele acredita que o custo dos aparelhos será reduzido à medida em que a nova tecnologia for sendo popularizada.TV digitalQuanto à TV digital, o presidente da Abert disse que os estudos que vêm sendo solicitados pelo governo estão retardando a adoção da nova tecnologia no País. Pizani deixou claro que não existe uma posição de confronto da Abert com o governo. E mostrou otimismo com a possibilidade de a TV digital estar adotada no País para a transmissão da Copa do Mundo de Futebol, em 2006, na Alemanha. Ele considerou essencial que o padrão digital a ser adotado no Brasil tenha portabilidade, mobilidade, interatividade e que seja uma televisão de alta definição (HDTV - High Definition Television).O 23º Congresso Brasileiro de Radiodifusão será realizado em Brasília entre os dias 17 e 19 de maio. Segundo Pizani, o evento ocorre na capital federal pelo fato de a cidade ser o centro das decisões regulatórias na área de radiodifusão. Conforme a programação distribuída pela Abert, o evento será aberto na próxima terça-feira, às 20 horas, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na quarta-feira, participarão dos debates os ministros das Comunicações, Eunício de Oliveira, e de Comunicação de Governo, Luiz Gushiken. Na quinta-feira, participarão os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. Esta é a segunda vez que o congresso da Abert é realizado em Brasília. A primeira, no entanto, ocorreu há mais de 20 anos, no governo João Figueiredo.Controle sobre o conteúdoJosé Inácio Pizani disse ainda que é contrário aos movimentos existentes hoje para que o governo estabeleça um controle sobre o conteúdo das programações das emissoras de radio e TV. "Vivemos num país democrático. O controle deve ser feito dentro da casa de cada pessoa", afirmou Pizani. Ele citou como exemplo uma campanha para controle de determinada programação, com a assinatura de 800 pessoas. "Como posso atender 800 pessoas com uma população de 180 milhões de habitantes? Não posso entender que isso seja democrático". Na sua opinião, hoje já existe uma série de mecanismos de proteção do conteúdo dos meios de comunicação. Entre eles, citou a classificação etária da programação e o controle que é feito pelo Conselho Nacional de auto-regulamentação Publicitária (Conar). Pizani lembrou que hoje existe uma tecnologia que permite a utilização de dispositivo que bloqueia a transmissão de determinados canais para o usuário. Ele afirmou ainda que para a Abert a radiodifusão é um instrumento para a inclusão social. "A força do rádio e da TV é impressionante. Qual cidadão no mundo não quer receber um sinal gastando US$ 1 a US$ 2", disse. No ano passado, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, junto com algumas entidades da sociedade civil, chegaram a promover o dia da mobilização contra a baixaria na TV, que consistia em desligar a TV por uma hora em protesto contra a baixa qualidade das programações exibidas na TV aberta.  

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