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Querem acabar com o futebol em Naviraí por Soares Filho

17 janeiro 2011 - 15h38

Alegria de pobre dura pouco. O ditado popular parece que está mais atual do que nunca em Naviraí. Todos são sabedores de que no Brasil o futebol não é só a paixão de todos, mas o “ÚNICO” lazer da camada mais baixa da sociedade. Os mais abastados, tem títulos de sócio em clubes, dinheiro para freqüentar bons restaurantes e viagens ao litoral ou coisa parecida. Ao pobre só resta o esporte “bretão”, o futebol. Modalidade que, aliás, consegue unir, pobres, ricos, remediados, brancos, negros, enfim todos. A tese não é minha, mas fortalecida e comprovada há anos no país inteiro. Digo e repito, no Brasil inteiro.

Em Naviraí, no entanto, estava muito bom para ser verdade. A campanha para por fim ao futebol já está deflagrada. Primeiro um ex-integrante da comissão técnica, que após não ter um projeto para dirigir a equipe encampada pelo clube, se transformou em ferrenho opositor ao CEN. Foi dele as denuncias, de pronto acatadas pelo MP, que hoje resultam em processo que podem implicar na inviabilidade da equipe. Ou será que há quem imagine que sem apoio do poder público, é possível fazer futebol no interior do Brasil? O problema é que o MP não tem, infelizmente ainda, um mecanismo para detectar denúncias, se feitas com credibilidade, ou só com o propósito de atrapalhar a vida de quem com muita luta vem tentando fazer as coisas acontecerem. Porém, bom senso e precaução cabem em qualquer lugar.

Agora vem do legislativo uma nova tentativa, que mais parece de acerto de contas política à medida que tentar travar os recursos para o futebol. Como se o torcedor tivesse culpa pelos desdobramentos da disputa interna da casa. É lamentável.

Da nossa parte, como cronista esportivo como mais de 20 anos de atividade fica a esperança de que os interesses individuais fiquem de lado e não tirem do público trabalhador, notadamente aquele que deixa de comprar um quilo de carne no final de semana, e guarda o dinheiro para adquirir o ingresso e ver seu time do coração. Ou aquele que compra o quilo da carne, e fica junto à família, com ouvidos grudados ao rádio, torcendo pelo time da sua cidade.

Em tempo: se a legislação brasileira, em especial a CLT for cumprida a risca na área esportiva, será o fim, não só dos times pequenos, mas igualmente das agremiações consideradas grandes do futebol brasileiro.
E a alegria do pobre tem de continuar.


Wilson Soares Filho
É Cronista Esportivo, Jornalista há 23 anos, torcedor do CEN e amante do Futebol


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