Esperamos que o início do ano, nos trabalhos legislativos, não repita a mesma “tragédia” que foi o final de 2006 no tocante aos nossos representantes políticos.
Devemos nos indignar com descaso por parte dos Legisladores Federais (Deputados e Senadores) e Estaduais para com o povo brasileiro, que mataram, no final de 2006, “o espírito do Natal”, como prejudicarão muitos brasileiros com a fome e por falta de saúde, com os quase dois bilhões de reais que querem (queriam) destinar aos próprios salários. Dinheiro que deveria ser destinado á saúde, por exemplo.
Infelizmente os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul também prestaram um desserviço à sociedade sul-mato-grossense, garantindo uma pensão vitalícia ao ex-, ao atual e aos futuros governadores do Estado, de R$ 22 mil todos os meses. Nas duas situações fica na alma da população um sentimento de impunidade e descaso com a maioria do povo brasileiro, que vive dando cambalhotas para sobreviver com um salário mínimo (muitos nem com isso), sem contar que para se aposentar precisa contribuir 35 anos.
Nós, eleitores e cidadãos devemos procurar saber quais foram os nossos deputados federais (do Mato Grosso do Sul) que votaram pelo próprio aumento de salários e demonstrar nossa insatisfação, agora (através de manifestações: e-mail, cartas...) e nas próximas eleições, da mesma forma com os deputados estaduais. Aqui, rendo louvor a alguns dos representantes de Dourados na Assembléia Legislativa, que se opuseram a este descalabro.
Infelizmente também o Judiciário, a quem a população deveria recorrer para banir a injustiça quis se aproveitar da prerrogativa de interpretar a Lei e aumentar ainda mais seus ganhos, pagos pelo povo; diga-se de passagem: tanto o Judiciário, como o Legislativo e o Executivo são “empregados” do povo. É o povo que lhes paga. Para acabar de completar a festa, o Presidente da República quer equipara os salários dos Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Seria algo muito bom, mas sabe o que isso significa? Os salários do Executivo e do Legislativo - menores que o do Judiciário, automaticamente serão elevados ao mesmo patamar, já que dificilmente o Judiciário irá reduzir seus “avantajados” salários. E assim vai acontecer também nos Estados e Prefeituras, o chamado efeito cascata.
A Igreja Católica fez e estar fazendo a sua parte, pessoalmente falei sobre isso em todas as missas que celebrei naqueles dias, não era criticar por criticar, mas para ajudar nossos católicos a unirem fé e vida. Pelo Brasil todo, os padres e bispos se manifestaram. O arcebispo de Brasília, Dom João Brás de Aviz, cobrou em missa celebrada no Congresso Nacional, com a presença dos Legisladores, mais respeito para com a população. A Conferencia dos Bispos do Brasil (CNBB) distribuiu várias notas de repúdio. Outras instituições (OAB, CUT, etc.) também se manifestaram, porém falta mais “ousadia” dos lideres religiosos e de outras organizações, afinal, coisas desse tipo atingem o homem que é “patrimônio” de Deus.
Que no Ano Novo Legislativo, quando Deputados Federais – Estaduais e Senadores voltarem ao trabalho estejamos atentos para cobrar e apoiar as iniciativas contrárias a tais atitudes. Se a OAB, por exemplo, entrar na justiça contra a pensão vitalícia aqui no nosso Estado, é justo que a apoiemos. No Brasil, quando outras instituições se manifestarem contra os super-salários (não tenham dúvidas, vão tentar aprová-los), não deixemos de apóiá-las.
Assim devemos proceder: cobrar providências contra os erros e ajudar naquilo que é correto. No caso especifico de Dourados, quando sofremos um surto de dengue, é dever de todos os cidadãos, independente de linhas políticas, apoiar os poderes públicos no combate aquilo que pode se transforma numa epidemia.
Bem, se você pensa que fui muito duro no que disse, olhe de outro ângulo. É justo que um trabalhador com carga de oito horas por dia, seis dias na semana e ainda contribuinte do INSS, ganhe R$ 350 e que passe a ganhar somente R$ 380? É justo (enquanto isso) um deputado-senador, que trabalha – nem sei quantos dias na semana, também não sei quantas horas por dia, ganhe R$ 12 mil e passe a ganhar R$ 22 mil fora as regalias (ajuda de custo para um monte de coisas)? E um ex-governador que trabalhou oito anos, enquanto todos os outros mortais trabalham 35 anos, se aposente com salário de R$ 22 mil? Responda-me: não fui muito tolerante?
Mas, quem sabe pode ser diferente!
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