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Quando a causa é maior que o militante

12 junho 2006 - 12h11

A arte de governar exige muito equilíbrio e bom senso. Dentre os princípios que devem reger o bom governante, um dos mais importantes é não tentar agradar a todos, seguindo a coerência de suas crenças e ideologia, respeitando as diferenças e enfrentando os antagônicos.As decisões não devem ser tomadas para agradar, mas, sim, para acertar, segundo as próprias crenças e ideologia, como dissemos anteriormente. Decidir fora do que se acredita, é fazer o jogo...Importante que se diga, que o governante não é o dono do sistema e que não governa sozinho, em função do que não faz o que quer, mas, sim, o que precisa que seja feito e, mesmo assim, compondo politicamente com aliados e adversários.A atuação de um dirigente governamental é pautada pela demanda social e seu desempenho depende fundamentalmente de planejamento e resultados, necessariamente nessa ordem. É no planejamento que se fazem as escolhas das ações a serem adotadas e suas respectivas prioridades. O que fazer e em que ordem de prioridade? Essas duas decisões definem e categorizam o governante:  - quanto à visão, para dar o maior alcance possível à sua decisão;- quanto à atitude, para transformar a intenção em resultado;- quanto à capacidade estratégica, para definir a forma de implantação que venha trazer os maiores benefícios para a sociedade;- quanto à capacidade de gestão, para obter os melhores resultados ao menor custo; e- quanto à sabedoria, para discernir e acertar.Faz-se oportuno, quem sabe, imprescindível, recorrer à teoria da hierarquia das necessidades desenvolvida por Abraham Maslow, familiar de administradores e psicólogos, que propõe que os seres humanos agem de forma motivada na perspectiva da satisfação de suas necessidades, na seguinte ordem:1) Necessidade fisiológica: manter-se vivo e satisfazer a todas as necessidades instintivas e preservar a saúde;2) Necessidade de segurança: a busca de abrigo, da ausência de ameaças e a construção do futuro;3) Necessidade de pertencimento: tornar-se socialmente integrado;4) Necessidade de auto estima: orgulhar-se de si e do que faz; e5) Necessidade de auto realização: poder escolher o que vai fazer sem se tornar refém de tensionamentos sociais e profissionais.Por analogia, aplicando-se a Teoria da Hierarquia das Necessidades como critério de estabelecimento de prioridades, pode-se concluir que o maior compromisso de um governo é manter a população viva e saudável, na perspectiva de satisfazer suas necessidades mais básicas. Em seguida, proporcionar mecanismos de segurança que abriguem e proporcionem a auto-suficiência na construção do futuro individual e coletivo.Por essa lógica, os segmentos mais primordiais de um governo são a saúde e a educação.Essas atividades são tão importantes que seus atores, muito mais que profissionais e técnicos, precisam ser militantes de suas áreas de atuação, pois os desafios e impasses que se impõem às suas atividades não se enquadram, necessariamente, às lógicas ordinárias da gestão pública.Essa peculiaridade coloca essas secretarias, frequentemente, em rota de confronto com segmentos e gestores, naturalmente mais ortodoxos. Da área da saúde, especialmente, que tem a vida como produto final, exige-se mais disciplina legal do que resultados em relação à evolução dos indicadores da saúde da população.O fato de se decidir a saúde da população e a vida das pessoas recomenda um perfil de gestor que se caracterize por muita espiritualidade, generosidade, agilidade e competência profissional, também, necessariamente nessa ordem. Apesar de o Município de Dourados

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