O governador André Puccinelli (PMDB) escalou três secretários – Osmar Jerônymo (Governo), Nilene Badeca (Educação) e Tânia Garib (Assistência Social) – para negociar o fim do impasse da cessão de professores do Estado para entidades beneficentes que atendem crianças e adolescentes com deficiência. A intenção do governador é que as negociações sejam conduzidas separadamente com cada entidade. A secretária de Saúde Beatriz Dobashi também participaria das decisões. As portas das escolas estão fechadas para seis mil estudantes com necessidades especiais.
A base da conversa que o governo quer ter com as entidades será a do “desvio de finalidade”. Isto é, quer ceder apenas professores que atuem exclusivamente na área da educação – o que indica que o governo não desistiu de tentar reduzir o número de profissionais cedidos já que parte deles teria outras atribuições fora da sala de aula.
“Tem entidade que pede cedência de professor para ter jardineiro, temos prova disso”, disse o governador no final da manhã de hoje. “O Osmar, a Nilene e a Tânia ficaram encarregados de conversar com as entidades, vamos negociar as cedências caso a caso”.
O governador afirmou que esta negociação separada pode não resultar em redução do número de professores cedidos “se houver a necessidade”.
Lá fora - Puccinelli espera que a polêmica esteja encerrada nos próximos dias. Na avaliação política que faz, ele acha que as causas da encrenca política com as entidades estão fora de seu governo e não em erros de avaliação ou equívocos na condução das negociações.
O governador culpa “um órgão de imprensa” que, segundo ele, mentiu “descaradamente” sobre as reduções do número de profissionais cedidos e “alguns agentes políticos de querer partidarizar o debate”. Não quis dar os nomes.
“Nunca me recusei a conversar com as entidades, nunca determinei uma redução de 55%, como um órgão de imprensa disse; algumas entidades preferiram procurar a imprensa ao invés de negociar e o PT quis partidarizar”, resume o que diz serem as razões da polêmica.
Redução de danos - Boa parte da manhã do governador foi ocupada pelo assunto. Tão logo se reuniu com os três secretários para traçar a estratégia de negociação com as entidades, Puccinelli teve uma conversa a portas fechadas em seu gabinete com os principais líderes da sua base de sustentação.
A discussão foi para tentar reduzir os danos políticos na Assembléia Legislativa, onde ontem a oposição conseguiu acuar os governistas com críticas à política social. Na sessão de ontem, os governistas responsabilizaram o governo pelo fechamento das escolas que atendem crianças e adolescentes com deficiência.
O líder do governo Youssif Domingos (PMDB), Londres Machado (PR), Ary Rigo (PDT) e Reinaldo Azambuja (PSDB) deixaram a Governadoria com a missão de conseguir uma distensão nos ânimos na Assembléia para evitar a radicalização das entidades.
Puccinelli negou que tenha pedido à sua base que desmobilize a audiência pública que deverá reunir entidades amanhã na Assembléia, mas Youssif Domingos começou a negociar a suspensão da reunião.
Na avaliação dos governistas da Assembléia, a audiência de amanhã pode funcionar como gasolina onde já há um incêndio. Em troca da reunião, os governistas vão oferecer a negociação caso a caso.
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