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PT quer Banco Central social em um novo governo Lula

08 abril 2006 - 08h48

O PT divulgou na sexta-feira documento com as diretrizes do programa para um próximo governo. O partido prevê crescimento econômico acelerado, defende a manutenção da estabilidade monetária, mas prega que o Banco Central leve em conta os interesses de toda a sociedade. A legenda admite que o BC experimentou no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma autonomia operacional maior do que em outros governos, mas cobra que "o Banco Central, cuja ação tem um impacto decisivo sobre o conjunto do desempenho econômico-social do país, tem de adequar sua agenda ao conjunto dos interesses da sociedade". E continua. "Além de ser o guardião da moeda, deve igualmente preocupar-se com o crescimento, o emprego e o bem estar social, como ocorre em outros países do mundo." Prevê ainda que será necessário reduzir os juros, hoje em 16,5 por cento ao ano, para permitir uma expansão da economia. No Brasil, o BC tem a missão de combater a inflação a partir de metas pré-estabelecidas. Garante ainda que "o esforço de estabilizar a economia tem de ter continuidade, ainda que deva ser conduzido de forma a cumprir os objetivos de crescimento e distribuição de renda". E afirma textualmente que "o combate à inflação é fundamental". O texto, coordenado por Marco Aurélio Garcia, historiador e assessor da Presidência para assuntos externos, será debatido pela legenda nos dias 28, 29 e 30 deste mês. A divulgação do material ocorreu após reunião em São Paulo da Executiva do partido. Das 13 páginas, a maior parte (nove) traz um balanço do governo Lula e as demais apontam as linhas para a confecção do programa do partido. "Contra o discurso da ""decepção"", que a direita tenta disseminar e impor, trata-se de buscar o reencontro com a ""esperança""", diz o PT, remetendo-se ao principal mote da campanha do presidente Lula em 2002. MENSALÃO De acordo com o partido, faltou explicar "em linguagem de esquerda" os avanços na economia ocorridos no governo Lula. "A política econômica do atual governo não é continuidade daquela do (ex-presidente) Fernando Henrique Cardoso, como pretende a oposição e, candidamente, às vezes foi repetido por alguns no governo." A condução da economia foi reflexo da situação deixada por FHC, diz o partido. "Estando o país à beira do abismo, a equipe econômica atual teve de fazer aquilo que o anterior não fez para evitar

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