A bancada do PT na Assembléia Legislativa ameaça não votar os dois projetos do governo do Estado que autorizam a contratação de financiamentos para a modernização da secretaria de Fazenda. Segundo os parlamentares, faltam informações sobre como os recursos – R$ 35,2 milhões - serão investidos e o montante a ser aplicado é muito alto.
Os dois projetos foram apresentados na terça-feira (26) e, se aprovados, vão autorizar o Estado a buscar financiamentos junto ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e ao BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) para a modernização da secretária estadual de Fazenda. O valor total é de R$ 35,2 milhões, sendo US$ 12 milhões do BID – equivalente a R$ 23,2 milhões com o Dólar cotado a R$ 1,94 – e R$ 12 milhões do BNDES.
Nas justificativas para a aprovação, o governo afirma que o dinheiro é necessário para acompanhar as mudanças tecnológicas e tributárias dos demais Estados do País. Além disso, afirma que a modernização vai permitir mais economia, agilidade e eficiência para a fiscalização e para o contribuinte.
O líder da bancada do PT na Assembléia, deputado estadual Pedro Kemp, afirma que os parlamentares entendem que o processo de modernização já foi realizado na gestão de Zeca do PT. Segundo ele, a gestão petista deu prosseguimento ao trabalho iniciado no governo de Wilson Barbosa Martins (em 1997) por meio do Promosef (Programa de Modernização das Secretarias Estaduais de Fazenda) e concluiu a modernização.
“Não vemos razão para este empréstimo. Queremos mais detalhes. Vamos solicitar explicações ao líder do governo [deputado Youssif Domingos (PMDB)] e depois fazer um requerimento de informações”, explicou Youssif. O requerimento é um instrumento da Assembléia para obter explicações do governo. Após emitido, deve ser respondido em trinta dias.
Outro petista que também questiona os financiamentos. O deputado Paulo Duarte (PT), que já foi secretário estadual – na época da secretaria de Receita e Controle, hoje Fazenda -, diz que US$ 11 milhões foram investidos desde 1997 para modernizar a estrutura da secretaria. Nos dois novos projetos ele questiona o uso da palavra “prioritariamente” quando o texto fala de onde os recursos serão investidos. “É preciso que o governo diga objetivamente onde o dinheiro vai ser investido”, explica.
Ainda não há informações na Assembléia sobre como será o trâmite dos dois projetos. Se o governo não pedir urgência nas votações, eles devem ser encaminhados para CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação Final), que vai analisar a legalidade das propostas, e em seguida para uma outra comissão que deverá analisar o mérito das matérias.
Deixe seu Comentário
Leia Também

INSS suspende novos empréstimos consignados do C6 Consig a aposentados

Adolescente morto em confronto era 'missionário' de facção enviado para matar Maricota

Prefeitura amplia prestação de serviços através da assistente virtual "Doura"

Teatro Municipal recebe R$ 727 mil para revitalização em repasse do senador Nelsinho Trad

Confronto termina com adolescente morto durante diligência policial em Dourados

Trabalho voluntário das damas da Casa da Amizade é reconhecido pela Câmara de Rio Brilhante

Boulos sobre 6x1: se houver demora, governo envia projeto com urgência

PF cumpre mandado em MS durante operação nacional contra abuso sexual infantil

Irmãos envolvidos em homicídio em tabacaria são procurados pela polícia

Exportações de industrializados de MS alcançou US$ 646,4 milhões em fevereiro
Mais Lidas

Árbitra de MS apita jogo do Brasileirão Série A neste sábado

Governo de MS diz ter bloqueado cartões sociais usados até para pagar motel

Dourados pode ter chuva forte e ventos de até 60 km/h nesta segunda-feira

