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Prouni do ensino técnico pode ter problemas

16 fevereiro 2011 - 08h42


O programa, que vem sendo de chamado de “Prouni do ensino técnico”, será um misto do que acontece hoje com o Prouni (Programa Universidade para Todos, que distribui bolsas em faculdades particulares) e com o Fies (Financiamento ao Estudante do Ensino Superior, uma linha de crédito para ser utilizada na educação superior privada). A ideia é financiar os estudos profissionalizantes de quem já terminou o ensino médio e permitir que quem ainda está nele comece um curso no turno oposto sem custos. O ensino técnico foi tema de campanha da então candidata Dilma e do oposicionista José Serra (PSDB) nas eleições presidenciais de outubro.

Para Wanda Engel, doutora em educação e superintendente-executiva do Instituto Unibanco, se não for utilizado o equipamento já disponível, o Pronatec pode ter problemas.

“Hoje, não se chega a 900 mil matriculas no ensino profissionalizante. Você tem 10 milhões de jovens. Se chegar a um limite de 20% [de matriculados], passa de 900 mil para 2 milhões. Precisa de infraestrutura e é uma coisa muito difícil. Ou você usa a estrutura já instalada. Criar isso é muito caro e demorado. Hoje, [a rede] não tem condições.”

O plano que está sendo gestado no MEC deve envolver o uso da infraestrutura do Sistema S (Sesc, Sesi, Senai, Senac, entre outros) e das escolas privadas de educação profissional. Mais da metade das escolas e cerca de metade das vagas estão fora do sistema público.
Qualidade

Segundo Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, é preciso tomar cuidado com a qualidade das escolas particulares. “O Brasil tem que tomar uma decisão: se vai simplesmente expandir matrículas ou se vai expandir matrículas com qualidade. A proposta do plano não resolve no ritmo necessário a expansão e não ajuda na qualidade”, diz.

“No ensino profissionalizante, ainda tem outra questão: ter professores formados para isso”, afirma Wanda.

O MEC estuda uma forma de medir a qualidade dessas instituições -já que, por serem escolas de nível médio, têm a avaliação feita pelos Estados. O Fies, por exemplo, só pode ser utilizado em faculdades que têm conceito considerado bom pelo ministério.

“No fundo”, afirma Cara, “o governo federal devia tentar ser muito mais produtivo: investir em um forte processo de parceria com Estados e municípios. Não se trata de defender uma proposta estatista, mas a rede privada não tem qualidade.”

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