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Protocolo de Kyoto torna álcool de MS opção internacional

12 setembro 2003 - 12h03

A necessidade dos países desenvolvidos reduzirem suas emissões de gases poluentes pode colocar o Mato Grosso do Sul no mapa das alternativas de fontes de energia limpa. O setor sucroalcoleiro vive uma boa perspectiva de negócios com a abertura dos mercados de países que já instituíram programas para adicionar o álcool à gasolina.“Existe um horizonte muito positivo para a nossa economia no mercado internacional, principalmente depois do Protocolo de Kyoto”, afirmou o vice-governador e secretário Egon Krakhecke (Planejamento, Ciência e Tecnologia), ao abrir o seminário “Energia Renovável no Mato Grosso do Sul”, ontem, em Campo Grande.O Protocolo de Kyoto é um acordo internacional para reduzir as emissões de gases-estufa dos países industrializados e para garantir um modelo de desenvolvimento limpo aos países em desenvolvimento. O documento prevê que, entre 2008 e 2012, os países desenvolvidos reduzam suas emissões em 5,2% em relação aos níveis medidos em 1990. O tratado foi estabelecido em 1997 em Kyoto, Japão, e assinado por 84 países. Destes, cerca de 30 já o transformaram em lei. O acordo impõe níveis diferenciados de reduções para 38 dos países considerados os principais emissores de dióxido de carbono e de outros cinco gases-estufa.O Japão é um deles. Para cumprir a meta de reduzir suas emissões de poluentes em 6%, o governo japonês já sinalizou com um programa de adição do álcool à gasolina. Exportar álcool ao mercado japonês significa, segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool, José Pessoa Queiroz Bisneto, uma perspectiva de crescimento do setor e geração de empregos no Estado.De acordo com o vice-governador, o Estado vai implementar políticas públicas para reforçar o setor energético. Um estudo aprofundado da matriz energética já começa a ser esboçado numa parceria estratégica entre o governo do Estado e a Petrobrás. O estudo vai permitir um foco mais preciso nos investimentos e no aproveitamento das potencialidades.Em outra frente, informou Egon Krakhecke, o governo do Estado vai estimular empresários, universidades, técnicos do governo e organizações não governamentais a intensificarem o debate em torno do setor. Isto acontecerá, segundo ele, com a criação da câmara setorial de energia.“Temos interesse em trazer ao debate todos os atores sociais relevantes para a solução dos gargalos em energia que ainda temos e o governo vai estimular a criação da câmara setorial”, disse Egon, que hoje acompanha a formação do lago da usina hidrelétrica de Paraíso, no município de Costa Rica. O empreendimento da Enersul vai turbinar a capacidade de geração de energia hidráulica em MS de 40 para 61 megawatts.

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