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Protesto reúne 3 mil pessoas em Campo Grande

15 setembro 2004 - 17h14

Cerca de 3 mil pessoas participaram nesta quarta-feira, em Campo Grande, da mobilização contra o Projeto de Lei do Ato Médico. O protesto reuniu universitários de todas as instituições de Ensino Superior da capital e profissionais de Saúde e áreas afins durante toda a manhã na Praça Ary Coelho. O ato serviu para alertar a população sobre os prejuízos que poderão ocorrer, caso a proposta seja aprovada pelo Senado. O projeto é atacado porque centraliza todo atendimento no médico, restringindo só a esses profissionais as funções de chefiar equipes multidisciplinares ou prescrever tratamentos. "Até para ir ao dentista, a pessoa teria de procurar primeiro um médico, que seria o único autorizado a dar tal encaminhamento. Quem não respeitar isso poderá ser processado por exercício ilegal da Medicina", explica o acadêmico de Fisioterapia, Gustavo Fernandes.O que se exige é um debate nacional sobre o assunto, para que as atribuições e a autonomia de cada categoria sejam preservadas. "Todos concordam com a necessidade de regulamentação, mas não em detrimento de 13 categorias", contesta a coordenadora do curso de Psicologia da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), Solange Félix. Ela cita outro exemplo de como as deficiências na Saúde Pública podem ser agravadas com o projeto: "um mulher grávida com desvio de coluna teria de procurar o ginecologista para então ter a permissão para ir até o fisioterapeuta. Como isso é possível se todos sabem da dificuldade de achar um médico no Posto de Saúde?", pergunta ela."Esse projeto foi imposto", resume o representante regional do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fernando Ferrari. "O paciente não pode perder o direito de escolher por qual profissional quer ser atendido", conclui.Durante a mobilização, realizada em todo o País, entidades recolheram assinaturas contrárias ao Ato Médico. Até o dia 10 de novembro as listas estarão disponíveis nas sedes dos conselhos que representam os profissionais de Serviço Social, Biologia, Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Terapia cupacional, Fonoaudiologia, Nutrição, Psicologia, Odontologia e Técnicos em Radiologia.Também será elaborado um dossiê com a posição do Estado, que vai ser encaminhado à Comissão Nacional de Mobilização Contra o Ato Médico. Outra preocupação é com a representatividade no Senado. Mato Grosso do Sul terá dois representantes na Comissão de Assuntos Sociais, que analisará o Projeto antes da votação em Plenário. "Já conversamos com o senador Juvêncio da Fonseca e vamos pedir apoio também dos senadores Ramez Tebet e Delcídio do Amaral. A bancada que representa os médicos é muito forte e precisamos de todo o apoio possível para barrar esse projeto absurdo", destacou a presidente do CRESS/MS (Conselho Regional de Serviço Social), Francisca Bezerra.

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