domingo, 18 de janeiro de 2026
Dourados
34ºC
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397

Promotor de eventos é preso por não vender meia-entrada

11 abril 2008 - 08h00

O promotor de eventos Valter Costa de Almeida Júnior foi preso no fim da tarde desta quinta-feira em Campo Grande por não vender ingressos para a 70ª Expogrande por metade do preço a estudantes. A prisão dele aconteceu depois de grande quantidade de denúncias sobre o não cumprimento da lei por parte da empresa dele, a JPL3 Produções.

Segundo o delegado do Consumidor, Adriano Garcia Geraldo, o fato mostra que a Polícia Civil, o Procon e o Ministério Público Estadual estão atentos ao cumprimento da lei e que é preciso denunciar e formalizar a reclamação. “Há muitas reclamações, ligações, mas a dificuldade está em trazer para o papel.”

Ele diz que há diversos procedimentos contra a empresa de Valter Júnior relacionados à venda de meia-entrada e por conta disso, caso seja condenado, pode pegar de dois a cinco anos de prisão pelo crime de contra as relações de consumo.

Há também reclamações contra outras empresas. De acordo com Adriano Garcia, a organização de eventos em Campo Grande dificulta ao máximo a compra de meia-entrada. No entanto, o delegado diz que é compreensível as exigências para a compra, pois há facilidade em se adquirir carteiras de estudantes falsas.

Para amenizar a briga entre organizadores e estudantes, diretórios acadêmicos criaram um selo com validade anual que é colocado junto à carteira de identificação da instituição de ensino.

No entanto, para comprar os ingressos para a 70ª Expogrande, a JPL, de acordo com a polícia, estava exigindo apresentação do comprovante de pagamento de mensalidade. Ou seja, quem estuda em escola pública poderia ficar sem.

Valter Júnior foi preso por volta de 17h30 no Gugu Lanches, após Antônia Ribeiro da Silva não ter conseguido comprar ingressos para o show de Victor e Léo para as duas filhas estudantes.

Ela estava com declaração e carimbo da escola pública onde as filhas estudam, mesmo assim a meia-entrada foi negada a ela. Foi dito a mãe que a meia-entrada só seria disponibilizada a alunos de escolas privadas.

Valter Júnior ficou até às 21 horas na delegacia e foi solto após pagar R$ 800 de fiança. Ele irá responder ao inquérito em liberdade e ainda a todos os procedimentos administrativos do Procon.

Quem tiver sido vítima de algum crime de relações de consumo pode até ser ressarcido em dobro.

Deixe seu Comentário

Leia Também

Homem é preso em flagrante após dar tapa no rosto da companheira
PANAMBI

Homem é preso em flagrante após dar tapa no rosto da companheira

FFMS lança Campeonato Sul-Mato-Grossense com premiação de R$ 100 mil e aporte financeiro aos clubes
COMEÇA HOJE

FFMS lança Campeonato Sul-Mato-Grossense com premiação de R$ 100 mil e aporte financeiro aos clubes

Paulistas são presos em Dourados após buscar droga na fronteira
POLÍCIA

Paulistas são presos em Dourados após buscar droga na fronteira

Dupla é presa com cocaína, euros e dólares em esquina 'badalada' do centro de Dourados
POLÍCIA

Dupla é presa com cocaína, euros e dólares em esquina 'badalada' do centro de Dourados

Enredos das escolas de samba contam a história não oficial
CARNAVAL

Enredos das escolas de samba contam a história não oficial

POLÍCIA

Emagrecedores são apreendidos debaixo de manta em mala transportada em ônibus

Acusado de assassinar homem a pedradas é preso em Dourados, após quase um ano foragido

POLÍTICA

Rodolfo Nogueira convoca união da direita e reforça apoio a Flávio Bolsonaro

LOTERIA

Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 50 milhões

INTERNACIONAL

Entenda como sanção dos EUA fragiliza economias como a do Irã

Mais Lidas

OPERADORA DE CAIXA

Funcionária de supermercado é suspeita de fraudar compras para desviar R$ 35 mil em Dourados

TRÁFICO

Lavoura para produção de 12 toneladas de maconha, é destruída na fronteira 

DOURADOS 

Aberta seleção para contratações temporárias na Funsaud

SAFRA 2025/26

Com alta de 10%, MS é o único Estado que deve crescer em produção de soja no Centro-Oeste