O promotor de eventos Valter Costa de Almeida Júnior foi preso no fim da tarde desta quinta-feira em Campo Grande por não vender ingressos para a 70ª Expogrande por metade do preço a estudantes. A prisão dele aconteceu depois de grande quantidade de denúncias sobre o não cumprimento da lei por parte da empresa dele, a JPL3 Produções.
Segundo o delegado do Consumidor, Adriano Garcia Geraldo, o fato mostra que a Polícia Civil, o Procon e o Ministério Público Estadual estão atentos ao cumprimento da lei e que é preciso denunciar e formalizar a reclamação. “Há muitas reclamações, ligações, mas a dificuldade está em trazer para o papel.”
Ele diz que há diversos procedimentos contra a empresa de Valter Júnior relacionados à venda de meia-entrada e por conta disso, caso seja condenado, pode pegar de dois a cinco anos de prisão pelo crime de contra as relações de consumo.
Há também reclamações contra outras empresas. De acordo com Adriano Garcia, a organização de eventos em Campo Grande dificulta ao máximo a compra de meia-entrada. No entanto, o delegado diz que é compreensível as exigências para a compra, pois há facilidade em se adquirir carteiras de estudantes falsas.
Para amenizar a briga entre organizadores e estudantes, diretórios acadêmicos criaram um selo com validade anual que é colocado junto à carteira de identificação da instituição de ensino.
No entanto, para comprar os ingressos para a 70ª Expogrande, a JPL, de acordo com a polícia, estava exigindo apresentação do comprovante de pagamento de mensalidade. Ou seja, quem estuda em escola pública poderia ficar sem.
Valter Júnior foi preso por volta de 17h30 no Gugu Lanches, após Antônia Ribeiro da Silva não ter conseguido comprar ingressos para o show de Victor e Léo para as duas filhas estudantes.
Ela estava com declaração e carimbo da escola pública onde as filhas estudam, mesmo assim a meia-entrada foi negada a ela. Foi dito a mãe que a meia-entrada só seria disponibilizada a alunos de escolas privadas.
Valter Júnior ficou até às 21 horas na delegacia e foi solto após pagar R$ 800 de fiança. Ele irá responder ao inquérito em liberdade e ainda a todos os procedimentos administrativos do Procon.
Quem tiver sido vítima de algum crime de relações de consumo pode até ser ressarcido em dobro.
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