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Projeto de R$ 400 milhões consolida bioenergia no Estado

31 janeiro 2007 - 17h18

Projeto que o governador André Puccinelli irá assinar na próxima semana prevendo investimento de R$ 400 milhões no município de Maracaju pelo grupo Caramuru, Petrobras e Brasil Invest, concretiza o setor de bioenergia como setor viável em Mato Grosso do Sul. A afirmação é do deputado estadual Marcio Fernandes (PSDB/MS) que apresentou recentemente um projeto para a produção de matéria prima para o biodiesel que deve envolver 20 mil famílias de pequenos produtores do Estado.

“Hoje existem 20 projetos para a produção de Biodiesel tramitando no Estado, e o projeto assinado hoje em Maracaju, sem dúvida nenhuma, concretiza a terceira via da economia do Estado”, declara.

Para o parlamentar, o setor de bioenergia, com a produção de biocombustíveis como o etanol (cana de açúcar) e biodiesel (soja, canola, pinhão manso, mamona, entre outros produtos), terá grande crescimento na economia do Estado, além de dar novas possibilidades para os produtores. “O Estado vai ganhar, e temos certeza que será uma grande alternativa para os pequenos produtores”, aponta.

Fernandes destaca que produção de matéria prima, principalmente com o uso do pinhão manso, principal alternativa para os pequenos produtores, é de baixo custo, não requerendo terras férteis, e, tanto no plantio como na colheita, também não exige grande aporte hídrico.

A partir de 2008 passará a valer obrigatoriedade da adição de 2% de biodiesel no óleo diesel, o que significa que o setor terá que produzir apenas para cumprir a legislação, 800 milhões de litros de biodiesel. Fernandes revela que atualmente o Brasil produz 400 milhões.

“Estamos na metade do que nos somos obrigados a ter em 2008, isso apenas para cumprir os 2%, então, notamos que as empresas que estão se instalando já têm mercado garantido”, explica.

O deputado afirma que dentro de 10 a 15 anos, o país estará entre uma das 5 potencias mundiais, e este impulso se dará motivado pela nova matriz energética no mundo. “O mundo precisa de energia renovável e o Brasil pode fornecer, possuímos produtores qualificados, terras férteis, clima favorável, equipes técnicas, pesquisadores e centros de estudos de referência, o que nos falta são políticas específicas para o setor, e é que esperamos e vamos representar”, conclui.

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