Um projeto implantado em Dourados há dois anos entre as comunidades indígenas Guarani/Kaiowá da Reserva de Dourados já mostra bons resultados. Organizados na Associação Indígena Avaetê Onhodivepá Guarani/Kaiowá/Terena, indígenas estão produzindo peixes para sua subsistência.
O projeto começou em 2006 com pouco mais de uma dezena de açudes, porém hoje já são 35 açudes, 22 deles administrados pela associação. Cada tanque beneficia em torno de 10 famílias (entre 60 e 80 pessoas), ou seja, mais 2,8 mil pessoas beneficiadas diretamente, o que corresponde a mais ou menos 22% dos habitantes da Reserva. O objetivo do programa é produzir alimento para os índios aproveitando o potencial hídrico das aldeias, que em geral tem muitas nascentes e lâminas d’água rasas.
Geralmente os alevinos são depositados com o auxílio de técnicos da MS Peixes, empresa parceira do projeto e depois de três meses já pode ser feita a primeira “despesca”, como os indígenas chamam o ato de retirar alguns exemplares. O projeto de construção de tanques nas aldeias foi desenvolvido pela Prefeitura de Dourados, que organizou as famílias e construiu os tanques. Hoje a prefeitura ajuda com o transporte dos alevinos e outros serviços, além de acompanhar todas as ações do projeto. Também são parceiros e ajudam a manter o projeto, o Governo Federal, através Carteira Indígena do Ministério do Meio Ambiente, e o Governo do Estado, através da Agraer.
Na última soltura de peixes em açudes da Reserva foram depositados 5.604 alevinos em 10 tanques. A espécie escolhida para a Reserva foi o tambacu, em função da resistência do animal às condições dos tanques das aldeias. O peixe é resultado do cruzamento entre o pacu e o tambaqui.
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