Os professores de Mato Grosso do Sul vão discutir a proposta de reajuste de 7,79% para a categoria em assembléia geral prevista para o dia 17 de abril, às 14 horas, na sede da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), em Campo Grande. Antes, serão organizados encontros municipais e a tendência, segundo o presidente da entidade, Jaime Teixeira, é que os profissionais acatem o percentual agora e negociem depois a diferença reivindicada.
A divergência entre Executivo e professores está no índice inflacionário a ser aplicado para correção salarial. O governo calculou 4,79%, enquanto a Fetems reivindica 6,01%. O percentual definido será acrescido dos 3% de reajuste linear a ser concedido aos servidores do Estado. Ontem, Puccinelli reuniu-se com a diretoria da Fetems. “A reunião foi boa, o governador admitiu que o índice dele está errado, mas pediu um prazo para pagar essa diferença no ano que vem”, explica Jaime Teixeira.
Hoje de manhã o governador André Puccinelli disse que os professores “estão rindo de orelha a orelha e que está tudo bem”. Puccinelli ainda acrescentou que o presidente da Fetems “estaria fazendo misancene”.
Teixeira não discorda totalmente do resultado da reunião, mas diz que não está fazendo “misancene” e sim “compromisso com a categoria” e por isso o assunto deve ser discutido com a base. De hoje até a próxima semana, a proposta do Executivo será discutida em reuniões municipais e no dia 17 de abril haverá assembléia geral.
Teixeira diz que a tendência é que a categoria acata o índice ofertado pelo Executivo, pois um índice tão pequeno não seria motivo suficiente para deflagrar uma greve. Ao mesmo tempo, por ser um percentual baixo de diverência – de 4,79% para 6,01% - ele acredita que isso ainda pode ser negociado até a assembléia e incluído no projeto que ainda deve ser enviado à Assembléia Legislativa. “É uma diferença pequena para impactar tanto assim no orçamento”.
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